|
Texto Anterior | Próximo Texto | Índice
IMPRENSA
Circulação diária média dos jornais brasileiros passou de 4.276.000 exemplares em 90 para 7.245.000 em 99
Jornais do país crescem 69% nos anos 90
CRISTINA GRILLO
DA SUCURSAL DO RIO
Entre 1990 e 1999, a circulação
média dos jornais diários brasileiros cresceu 69,43% e nos últimos
quatro anos o crescimento das
vendas vem sendo ininterrupto.
Em 1999, a circulação diária média dos jornais brasileiros foi de
7.245.000 exemplares. Em 1990, a
média diária era de 4.276.000
exemplares. De 90 a 99, a média
de crescimento anual foi de 7%.
Uma mostra da força do mercado brasileiro é o fato de, nos últimos 12 meses, cinco novos títulos
terem sido lançados, todos com
tiragem diária superior a 100 mil
exemplares. Quatro novos títulos,
também com tiragem acima dos
100 mil exemplares/dia, devem
ser lançados nos próximos meses.
Os dados foram apresentados
ontem pelo vice-presidente da
ANJ (Associação Nacional de Jornais), Francisco Mesquita Neto,
diretor-superintendente do grupo O Estado de S.Paulo, durante a
palestra "Os Jornais do Brasil
-Um Panorama Promissor".
Na palestra, no último dia do
53º Congresso Mundial de Jornais
e do 7º Fórum Mundial de Editores, Mesquita Neto apresentou
também para executivos e editores dos principais grupos jornalísticos mundiais informações sobre
a participação dos jornais no mercado publicitário brasileiro. Ano
passado, esse mercado movimentou US$ 4,4 bilhões, o que o coloca
em sexto lugar no mundo.
De 1990 a 1998, o investimento
em publicidade no país, medido
em dólar, cresceu 251,6%. Por
conta da desvalorização da moeda em 1999, houve um declínio de
33,14% entre 1998 e 1999.
Entre 1998 e 1999, a fatia dos jornais no total de recursos do mercado publicitário subiu de 22,5%
para 23,8%. Apesar da melhora, o
índice ainda é inferior ao melhor
percentual atingido na década
(26,28%, obtido em 1993).
Em 1998, houve uma queda na
participação dos jornais no mercado publicitário, em comparação aos 23,42% atingidos em 1997,
causada por dois fatores: a Copa
do Mundo e as eleições.
"São eventos que costumam
despertar atenção especial dos
anunciantes pela televisão", disse.
Outro dado promissor foi o fato
de que empresas jornalísticas de
São Paulo, Rio, Porto Alegre, Curitiba, Manaus e Vitória estarem
solicitando aumento de suas cotas
de papel para garantir um suprimento extra até 2001.
No final dos anos 80, a indústria
jornalística brasileira consumia
360 mil toneladas de papel por
ano. Em 1995, o total chegou a 701
mil toneladas. Em 1999, o consumo final foi de 590 mil toneladas
(60% desse papel é importado).
De acordo com Mesquita Neto,
a redução no volume de papel pode ser atribuída a medidas racionalizadoras de gastos, como por
exemplo a redução na largura dos
jornais efetuada ano passado:
"Ainda temos muito a crescer".
Os investimentos em tecnologia
cresceram entre 1995 e 2000 e têm
ficado entre 2% e 3% do faturamento bruto das empresas. Só na
compra de rotativas, disse Mesquita Neto, foram gastos cerca de
US$ 600 milhões. Nesse período,
foram instalados 50 novos parques gráficos no país. Do total de
jornais brasileiros (2.245, dos
quais 465 são diários), 192 já têm
homepages na Internet.
Texto Anterior: Questão indígena: Funcionários da Funai escapam de linchamento Próximo Texto: Jornalistas debatem disputa entre veículos impressos e eletrônicos Índice
|