São Paulo, segunda-feira, 17 de outubro de 2005

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ROMANAS

Efeito Orloff
Enquanto Lula fugia da imprensa brasileira, os dirigentes da oposição italiana, que têm expectativa de tirar Silvio Berlusconi (primeiro-ministro italiano) do poder, eram só cortesia com os jornalistas do seu país. Mais ou menos o que PT fazia antes de chegar ao poder, quando lhe interessava vender o peixe à mídia.

Mãos à obra
O papa Bento 16 não tem permitido exceções. Costuma receber apenas chefes de governo e de Estado, descartando audiências com escalões inferiores. Alega o início do pontificado, período de intenso trabalho. Mas é amplamente reconhecida sua ojeriza a solenidades políticas de tom diplomático. Sua agenda estava cheia para receber Lula.

Poder e riqueza
Em um dos pontos mais badalados de Roma, a embaixada do Brasil é um palácio de verdade. Palácio Pamphili, cuja construção começou no século 15 e terminou no século 17. O cardeal Gianbattista Pamphili, eleito papa Inocêncio 10 em 1644, e sua cunhada Olímpia Maidalchini, viúva do irmão mais velho, juntaram o prestígio dele e o dinheiro dela para terminar as obras. E desfrutar a amizade.

Mantendo aparências
A fachada do palácio Pamphili, que dá de frente para a Piazza (praça) Navona, está restaurada e bem-cuidada. Já a parte de trás, na rua das Alvas (via Dell'Anima), onde fica o consulado (atendimento ao público) mistura sujeira e aparelhos de ar-condicionado que a deixam feia.

Jóia da coroa
Comprado pelo governo brasileiro por US$ 1 milhão em 1958 (valor da época), o palácio Pamphili tem hoje valor arquitetônico e histórico incalculável. Na hipótese de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva querer enxugar gastos do Itamaraty, poderia vender o palácio, proposta que defendia quando estava na oposição.

Maravilha
Entre os presentes que recebeu na Itália, Lula ganhou muitos vinhos. Destaque para uma caixa de seis garrafas do tinto Barbera D'Asti, safra 1996, da região do Piemonte, noroeste italiano.


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