São Paulo, sexta, 27 de fevereiro de 1998

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Estados têm pior resultado

da Sucursal de Brasília

Os Estados e municípios registram déficit primário desde o início do governo Fernando Henrique Cardoso, o que significa que, mesmo se não pagassem suas dívidas, suas contas não fechariam.
O mês de dezembro registrou o pior resultado mensal do ano (rombo de R$ 5,136 bilhões), bem acima do déficit de outubro, que ficou em R$ 1,2 bilhão.
Em 96, as contas estavam melhores, embora ruins. Naquele ano, o déficit primário foi de R$ 4,4 bilhões, contra os R$ 6,6 bilhões de 97.
O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, disse que a explicação para essa elevação é o pagamento, no último mês do ano, de diversos compromissos feitos pelos governos estaduais e municipais.
Em 96, por exemplo, os Estados atrasaram os salários e deixaram para depois o pagamento do 13 do funcionalismo público.
Privatizações
Com os recursos obtidos na privatização de algumas empresas estaduais, os governadores quitaram essas obrigações e puderam também liquidar algumas outras pendências, como ações e penhoras judiciais.
O Estado de São Paulo, por exemplo, usou recursos da venda de uma companhia de energia elétrica para pagar um adiantamento acertado com o BNDES.
A dívida líquida dos Estados e municípios cresceu de R$ 103,1 bilhões para R$ 115,9 bilhões entre novembro e dezembro do ano passado.
No início do governo FHC, as dívidas dos Estados e municípios somavam apenas R$ 51,09 bilhões.



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