São Paulo, terça-feira, 02 de outubro de 2007

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Assessor de secretaria é morto no Morumbi

Antonio Carlos Figueiredo, da Secretaria da Fazenda de SP, foi baleado em seu carro anteontem à noite

DA REPORTAGEM LOCAL

O assessor da Secretaria da Fazenda do governo José Serra (PSDB), Antonio Carlos Figueiredo, 63, morreu anteontem à noite após ser baleado dentro de seu próprio carro quando voltava ao condomínio onde morava no Morumbi, bairro nobre da zona oeste de SP.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de Figueiredo ter sido vítima de uma tentativa de assalto ou que ele tenha sido roubado -apesar de não terem levado dinheiro dele, seu celular sumiu e não havia sido localizado até a noite de ontem. Nenhum suspeito foi preso.
"Em princípio, crime por motivação política está descartado. Aparentemente, foi vítima de tentativa de roubo", disse ontem Silvana Françolin, delegada-titular do 89 Distrito Policial, no Portal do Morumbi, onde o caso foi registrado.
O DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa) também investiga quem teria matado o assessor. Um policial do departamento afirmou ontem que a dificuldade estava em achar testemunhas para identificar possíveis suspeitos.
Policiais militares encontraram o assessor do secretário Mauro Ricardo Costa (Fazenda) inconsciente, com um tiro no ombro esquerdo, dentro do seu Renault Clio cinza, às 20h13. Ele morreu no hospital.
Antes disso, seu carro havia subido na calçada e batido em um poste no entroncamento das avenidas Alberto Augusto Alves e Giovanni Gronchi -a menos de 100 m de sua casa.
No dia 26 de junho, um casal foi morto diante do filho de sete anos após tentativa de assalto no mesmo local onde Ferreira foi achado. A criança estava sentada no banco de trás do veículo dos pais, um Honda Fit, suposto alvo dos criminosos.
"Ele [Figueiredo] sempre comentava comigo [sobre] quem teria matado o casal. E eu dizia para ele sempre fechar o vidro do carro", afirmou ontem a técnica em enfermagem Rita dos Santos, 47, namorada da vítima havia oito anos. "Infelizmente, o policiamento lá é ruim."
As próprias polícias Civil e Militar admitem que a região tem alto índice de assaltos a veículos em semáforos, mas não concordam que o policiamento seja ineficiente no local.
"Após a morte do casal, reforçamos o patrulhamento. São 15 policiais por turno de 12 horas só na Giovanni Gronchi", disse o tenente-coronel Paulo Garcia, comandante da PM da área.
Antes de morrer, Figueiredo tinha ido visitar a filha, que mora com a sua ex-mulher na Chácara Santo Antônio, a dez minutos de carro de sua casa.
A polícia não sabe dizer se ele foi baleado no trajeto para o seu condomínio ou no local em que foi encontrado o carro. PMs acreditam que a vítima foi atingida antes de entrar na avenida Alberto Augusto Alves e em seguida guiou o carro na direção do condomínio. (KLEBER TOMAZ)


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