São Paulo, domingo, 03 de fevereiro de 2002

Texto Anterior | Próximo Texto | Índice

Manuseio traz risco ao amador

DA REPORTAGEM LOCAL

Especialistas ouvidos pela Folha acreditam que pessoas podem morrer durante o aprendizado da ""bomba ideal" para fuga.
""É possível que não consigam nem usá-las direito", diz um perito, que não quer ser identificado.
O caso de São Vicente é citado como exemplo do risco. A bomba estourou fora de horário previsto, quando os detentos experimentavam o pavio do detonador.
Ninguém morreu porque era horário do banho de sol. As grades das celas estavam abertas e todos correram para o pátio.
No 33 DP (Pirituba), os presos escaparam da onda de choque porque a cela escolhida por eles para a explosão estava aberta.
Do lado de fora, porém, um carro da polícia teve os vidros destruídos e a lataria amassada pelos estilhaços de concreto e ferro.
O risco também pode estar do lado de fora, por causa da forma como os criminosos armazenam os explosivos. No ano passado, a polícia apreendeu 15 kg de alto-explosivo enterrados no meio de uma favela. As espoletas, que poderiam detonar uma grande explosão, estavam juntas, aumentando o risco de acidente. (AS)


Texto Anterior: Outro lado: Exército apura casos de furtos ou de roubos
Próximo Texto: Lobby impede proibição de venda de armas
Índice



Copyright Empresa Folha da Manhã S/A. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folhapress.