São Paulo, terça-feira, 03 de julho de 2007

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Piloto perde olho após urubu bater em avião

Carlos Fraga chegou a ficar inconsciente por alguns segundos, mas depois conseguiu pousar a aeronave em Jundiaí

Na hora da batida, o avião estava no modo de piloto automático; impacto da ave no pára-brisa equivaleu ao peso de uma tonelada

MAURÍCIO SIMIONATO
DA AGÊNCIA FOLHA, EM CAMPINAS

Um piloto de um avião bimotor ficou cego de um olho após colidir com urubus durante um vôo anteontem à tarde em Jundiaí (60 km de SP).
O choque quebrou o pára-brisa e os estilhaços atingiram o olho esquerdo do piloto. Mesmo ferido e sangrando, Carlos Willian Pereira Fraga, 22, conseguiu pousar o avião. Ele ficou inconsciente por alguns segundos, mas o avião estava no piloto automático.
Além de Fraga, havia dois passageiros no avião -um médico e uma enfermeira, que socorreram o piloto ainda no ar.
A aeronave é da empresa Brasil Vida Táxi Aéreo, que atua com serviços aéreos como fretamentos e UTI aérea.
A empresa disse que os passageiros não se feriram. De acordo com a companhia, o impacto da ave no pára-brisa foi equivalente ao peso de uma tonelada. Outro urubu atingiu a fuselagem do avião.
O avião havia decolado às 14h45 do Campo de Marte, em São Paulo, onde havia deixado um paciente, e sobrevoava Jundiaí com destino a Jaú (296 km de SP). O impacto estilhaçou o vidro frontal da aeronave, que voou cerca de 15 minutos após o acidente. A cabine ficou repleta de sangue. O médico -que estava ao lado do piloto na cabine- pegou a ave morta e a jogou para fora da aeronave.
Com o choque, o piloto -que tem quatro anos de experiência, diz a empresa- foi obrigado a fazer um pouso de emergência no aeroporto de Jundiaí.
Fraga foi hospitalizado no Hospital São Vicente, em Jundiaí, onde passou por cirurgia. Ele foi atingido no globo ocular esquerdo e transferido para um hospital em Goiânia, cidade em que reside e onde fica a sede da empresa. Fraga foi procurado ontem, mas a empresa afirmou que ele estava hospitalizado e não se pronunciaria.
Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública, a aeronave -modelo Sêneca- voava a cerca de 4.500 pés de altitude, ou seja, a pelo menos 1,3 km de altitude.
O incidente será investigado. Para o coronel Wagner Cyrillo Júnior, chefe do 4 Seripa (Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), é mais comum ocorrer casos assim na decolagem.


Colaborou o "Agora"


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