São Paulo, terça-feira, 04 de setembro de 2007

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No Ceará, Justiça manda contratar mais médicos

KAMILA FERNANDES
DA AGÊNCIA FOLHA, EM FORTALEZA

A Justiça do Ceará determinou que o governo do Estado e a Prefeitura de Fortaleza retomem o atendimento cardiovascular no Estado, afetado pela recusa de médicos em fazer cirurgias cardíacas pagas pelo SUS (Sistema Único de Saúde), vigente há dois meses.
A ordem, da 6 Vara da Fazenda Pública, prevê a contratação de cardiologistas e anestesistas para trabalhar em hospitais privados credenciados ao SUS, e que seja pago a eles 50% da tabela usada pelos planos de saúde.
Pela decisão, Estado e município terão de complementar, com recursos próprios, os valores pagos pelo SUS, já que a tabela tem preços bem maiores. O Estado e o município só falarão após ter acesso ao teor da decisão.
A decisão, liminar (provisória), foi dada em ação movida pelo Ministério Público.
A fila de pacientes para cirurgias cardíacas no Estado cresceu e chegou ontem a 78 pessoas. Apenas o Hospital de Messejana faz o procedimento agora.

Paralisação
Responsável por um terço das cirurgias cardíacas pediátricas pagas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) no Ceará, o Incor Criança pode parar por causa de um déficit mensal de R$ 50 mil.
A instituição é filantrópica e inteiramente financiada pelo SUS. Segundo a direção, pagamentos a funcionários e fornecedores em agosto só foram possíveis porque os próprios médicos obtiveram empréstimos pessoais para manter a entidade.
Além de 25 cirurgias pediátricas, o Incor Criança faz 600 procedimentos médicos em ambulatório todo mês.

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