São Paulo, sábado, 14 de outubro de 2006

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Carla matou Ubiratan por ciúmes, conclui inquérito

Caio Guatelli - 27.set.2006/Folha Imagem
Carla Cepollina, que é apontada como assassina de Ubiratan


Polícia Civil encerrou investigações sobre o crime ocorrido em setembro em SP

Mesmo sem alguns laudos, policiais vão remeter o caso ao Ministério Público, que deve apresentar denúncia contra a advogada à Justiça

FÁBIO GRELLET
DO "AGORA"

O DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) encerrou o inquérito sobre a morte do coronel da reserva e deputado estadual Ubiratan Guimarães, 63- crime ocorreu em 9 de setembro.
De acordo com a polícia, Ubiratan foi morto pela namorada, a advogada Carla Cepollina, 40. Ela nega a autoria.
Segunda, o inquérito será entregue ao juiz Richard Francisco Chequini, do 1 Tribunal do Júri da capital, e ficará à disposição do Ministério Público.
O promotor Luis Fernando Vaggione, responsável por analisar o inquérito, denunciará Carla por homicídio duplamente qualificado -por motivo torpe (ciúme) e sem chance de defesa da vítima.
A denúncia será analisada pelo juiz, que poderá aceitá-la ou não. Se aceitar, terá início o processo contra Carla. Depois de colher depoimentos e avaliar as provas, Chequini decidirá se a absolverá ou não. Se concluir que Carla deve ser julgada, ela irá para o Tribunal do Júri. A previsão é que o trâmite demore dois anos e meio.
Para a polícia, não resta dúvida que foi a namorada que matou Ubiratan. Nem todos os laudos estão prontos, mas, segundo o delegado Armando de Oliveira Costa Filho, mesmo se os exames restantes inocentarem Carla, isso não mudará a convicção da polícia.
Segundo o delegado, as provas indicam que a advogada foi a única pessoa vista no apartamento de Ubiratan no dia do assassinato. Eles teriam discutido por ciúmes da delegada federal Renata Madi. Naquela noite, vizinhos teriam ouvido barulho parecido com um tiro.
A polícia intimou Carla a entregar as roupas usadas no dia do crime, mas, diz a perícia, só uma das três peças entregues foi a mesma usada por ela. Após comparar as roupas às imagens da câmera do prédio de Carla, a polícia concluiu que a blusa e a jaqueta foram trocadas.


Colaborou ANDRÉ CARAMANTE, da Reportagem Local


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