São Paulo, sábado, 16 de setembro de 2006

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"Poupatempo social" unificará cadastros

Parceria entre União Européia, prefeitura e fundação Orsa vai reunir dados sobre programas sociais e oferecer oficinas

Também estão previstos tratamento odontológico e psicológico; 1 escritório será inaugurado na terça, na região central de São Paulo

DANIELA TÓFOLI
DA REPORTAGEM LOCAL

Uma espécie de "Poupatempo social" será inaugurado, na próxima terça-feira, pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social em parceria com a União Européia e com o Grupo Orsa. Com o nome de Escritório de Inclusão Social, a unidade centralizará os programas sociais oferecidos pela prefeitura, Estado e governo federal e por ONGs.
O primeiro deles ficará no Glicério, centro da cidade, e pretende cadastrar, inicialmente, duas mil famílias carentes da região. No escritório, elas poderão se candidatar a todos os programas sociais oferecidos, como o Bolsa Família, o Ação Jovem e o Renda Mínima.
"O objetivo é facilitar o acesso das famílias aos programas e criar um cadastro único", disse o secretário de Assistência e Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro. Outros nove escritórios deverão ser abertos na região do centro expandido, mas ainda sem data prevista.
O projeto contará com 15 milhões de euros (cerca de R$ 41 milhões) em 4 anos, divididos entre a União Européia e a prefeitura. Nesse primeiro ano, está previsto o investimento de R$ 3 milhões.
Além do cadastro, as famílias poderão participar de oficinas voltadas para a formação profissional e receber tratamento dentário e psicológico, por exemplo. "Queremos ajudar a organizar a vida dessa população", afirma Sérgio Amoroso, presidente do Grupo Orsa. "Facilitaremos o cadastramento unificando tudo em um lugar só. Depois, vamos tentar propor modelos de geração de renda e oferecer mais oficinas."
O primeiro "Poupatempo social" funcionará em um galpão na rua Barão de Iguape, 900, e terá 27 salas. O atendimento será para moradores do entorno, que deverão procurar o local das 9h às 18h. Esses grupos são formados por moradores de rua ou por famílias que vivem, em sua maioria, em cortiços, com baixa ou nenhuma renda.


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