São Paulo, quarta-feira, 26 de outubro de 2011

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Greve dos médicos afeta até hospital que não atende SUS

Paralisação de um dia altera consultas no Hospital do Servidor Estadual em São Paulo

Profissionais da rede pública de 21 Estados pararam atividades por mais verbas na saúde e melhores salários

RAFAEL SAMPAIO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Médicos da rede pública de 21 Estados fizeram greve ontem exigindo mais verbas na saúde e melhores salários. A Comissão Pró-SUS, formada pelo Conselho Federal de Medicina e outras entidades, calcula que 100 mil dos 195 mil médicos participaram da paralisação de um dia.
Não havia balanço nacional até ontem, diz o conselho. Os médicos pedem reajuste nos salários, em média de R$ 1.946,21 no Brasil para uma jornada de 20 horas. Em São Paulo, ao menos três hospitais -Emílio Ribas, Hospital do Servidor Estadual e Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto- pararam parcialmente.
As consultas agendadas foram reduzidas no Emílio Ribas, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. Emergências operaram normalmente.

SOLIDARIEDADE
Já no Hospital do Servidor Estadual, dos cerca de 500 médicos que atuam no ambulatório, 350 aderiram ao protesto, disse a categoria. A unidade não atende pelo SUS, mas os profissionais pararam em solidariedade ao movimento nacional e por melhores salários.
A professora Mércia Ramos, 33, perdeu a consulta no hospital. "Gastei uma hora e meia para chegar. A consulta foi remarcada para 22 de novembro". Problema similar teve a aposentada Beatriz Evangelista, 76. "Faz dois meses que marquei. Vou ter que voltar em 12 de novembro", disse.
No Rio, os médicos trocaram a greve por uma manifestação, realizada pela manhã. O presidente da APM (Associação Paulista de Medicina), Florisval Meinão, criticou a paralisação. "É penalizar ainda mais aquele pobre usuário que depende do SUS". Disse, no entanto, que "respeita e entende" os médicos que pararam.
A APM e outras 34 entidades assinaram ontem o manifesto reivindicando mais dinheiro para o SUS sem a criação de um novo imposto.

Colaboraram a Sucursal do Rio e a Agência Folha


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