São Paulo, sexta-feira, 05 de maio de 2006

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LIGAÇÕES PERIGOSAS

Banco alegava parcialidade a favor de fundos de pensão em ação pelo controle de tele

Juíza é inocentada de acusação do Opportunity

ELVIRA LOBATO
DA SUCURSAL DO RIO

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, formado pelos 25 desembargadores mais antigos, inocentou a juíza Márcia Cunha, da 2 Vara Empresarial, das acusações formuladas pelo grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas.
Autora da decisão que levou ao afastamento do Opportunity do controle da Brasil Telecom, em 2005, a juíza sofria a ameaça de um processo administrativo, a partir de uma reclamação dos advogados do Opportunity de que ela teria sido parcial em favor dos fundos de pensão em uma ação envolvendo a disputa societária pelo controle da Brasil Telecom.
Cunha protagonizou uma discussão pública com o Opportunity, e denunciou, em entrevista ao jornal "O Globo", que teria sido vítima de tentativa de suborno por supostos intermediários do Opportunity.
No ano passado, Dantas pediu anulação da decisão da juíza -suspensão do chamado "acordo guarda-chuva"- que lhe permitia controlar a cadeia societária da Brasil Telecom mesmo com o voto contrário dos fundos de pensão.
O Opportunity alegou que a juíza estaria sendo parcial no caso porque a filha dela tinha sido estagiária de um escritório de advocacia que defendera os fundos no processo. Simultaneamente, pediu que a juíza se declarasse suspeita e entrou com a reclamação na corregedoria.
A juíza não se declarou impedida, e a decisão em favor dos fundos foi mantida em segunda instância pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Ontem, ao ser procurada pela Folha, limitou-se dizer que estava "de alma lavada" com a decisão do Órgão Especial do tribunal.


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