São Paulo, quinta-feira, 12 de julho de 2007

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Petrobras vira 65 entre as maiores empresas do mundo

Estatal avança 21 posições; Vale estréia, e país tem 5 companhias na lista da "Fortune"

Itaúsa, holding que controla o Itaú, foi a sexta empresa que mais subiu no ranking, ao pular de 415 para 288; Wal-Mart volta ao topo

DA REDAÇÃO

A Petrobras é a maior empresa brasileira e a 65 maior do mundo, segundo a revista "Fortune", avançando 21 posições em relação à lista anterior. Com o ingresso da Companhia Vale do Rio Doce, o Brasil passa a ter cinco empresas entre as 500 maiores do mundo -eram quatro em 2006.
Com um aumento de 28,4% em seu faturamento no ano passado, para US$ 72,3 bilhões, a estatal brasileira foi a décima empresa que mais subiu postos entre as cem primeiras na lista da "Fortune" na comparação com o levantamento anterior.
O avanço da Petrobras reflete o bom momento que o setor petrolífero teve em 2006, quando a cotação do barril de petróleo atingiu seu recorde histórico. Entre as dez maiores empresas do mundo, seis são desse setor -eram cinco no ano passado.
Outra empresa brasileira, a Itaúsa, holding que controla o banco Itaú, também foi destaque: foi a sexta companhia que mais avançou no ranking geral. Ela saltou 127 posições, do 415 lugar para o 288. Nesse período, a sua receita cresceu 46,8%, para US$ 23,8 bilhões.
O Bradesco foi a segunda companhia brasileira mais bem colocada, em 224 lugar. Depois, aparecem Banco do Brasil, em 291, e Vale do Rio Doce, que estreou na 359 posição.
No ranking da revista "Forbes", que lista as 2.000 maiores companhias mundiais, essas cinco brasileiras apareciam entre as 500 -o Unibanco ficou em 411 lugar. Porém a Petrobras era a 50 maior e a Vale era a segunda entre as brasileiras, em 130. O levantamento da "Forbes" leva em conta vários itens, como lucro, valor de mercado e vendas, já o da "Fortune" é feito com base no faturamento das empresas.

No topo do ranking
Uma das novidades entre as dez primeiras foi o regresso do Wal-Mart para o topo do ranking. No ano passado, ela faturou US$ 351,1 bilhões, superando em cerca de US$ 4 bilhões a antiga líder, a petroleira americana ExxonMobil. Nos últimos seis anos, a maior rede varejista mundial ficou cinco vezes com a primeira colocação.
A Toyota, que ameaça a liderança mundial em venda de veículos da General Motors, subiu duas posições e ficou logo atrás da sua rival americana -que terminou no quinto lugar. A receita da GM foi cerca de US$ 2,5 bilhões maior que a da japonesa. Em crise, a também americana Ford caiu da 9 posição para a 12.


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