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São Paulo, quinta-feira, 18 de dezembro de 2003

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Alencar defende juro real de "no máximo 3%"

PAULO PEIXOTO
DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELO HORIZONTE

O vice-presidente da República, José Alencar, minutos depois de o Copom ter anunciado a redução de um ponto percentual da Selic, disse que a política monetária do país não pode ser conservadora e defendeu que os juros reais sejam de "no máximo 3%" ao ano.
Alencar, com um tom dualista, ainda se posicionou favorável a que o governo apresse a sua política de redução gradual dos juros, em que pese ter dito que essa decisão também é correta.
"A decisão do governo é ir reduzindo [os juros] gradualmente. Também é certo, demora um pouco mais. Mas, como eu sou jovem, os mais jovens são mais apressados", disse Alencar, 72.
O vice de Lula soube da redução da Selic pelos repórteres, por volta das 18h20, no momento em que concedia entrevista na Câmara Municipal de Belo Horizonte.
"É preciso que uma coisa fique bem clara: a política conservadora que defendo é a fiscal. A política de taxa de juros alta não é fiscal, é monetária. Acho que os juros, tendo em vista o patamar em que estão em praticamente todos os países com os quais o Brasil tem de competir, seriam de no máximo 3% reais."


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