São Paulo, quinta-feira, 29 de abril de 2004

Texto Anterior | Próximo Texto | Índice

TRABALHO

Após cinco horas de reuniões, governo não chega à definição; presidente hesita entre conceder valor maior e seguir ajuste fiscal

Novo valor do mínimo segue em impasse

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Depois de mais duas reuniões ontem, que totalizaram cerca de cinco horas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não conseguiu definir o novo valor do salário mínimo a partir de 1 de maio. A expectativa é que esse valor seja definido até amanhã.
Lula ouviu, nas reuniões, novos argumentos para elevar o salário mínimo acima de R$ 260. Esse é o valor defendido pela área econômica. Outros integrantes do governo querem um mínimo de R$ 270 a partir do próximo sábado.
A definição do salário mínimo já levou Lula a 17 horas de reunião com seus principais auxiliares nas últimas semanas. A Folha apurou que, nos encontros de ontem, o presidente deixou claro que está "inconformado" com as dificuldades para dar um reajuste maior, já que considera essa uma bandeira histórica do PT.
Lula hesita entre elevar o mínimo para R$ 270, abandonando a idéia de um grande programa de habitação popular na casa dos R$ 2 bilhões, ou fechar com a posição da equipe econômica, mais preocupada com o ajuste fiscal. Para compensar um aumento modesto, Lula deverá anunciar um reajuste maior para o salário-família.


Texto Anterior: Saiba mais: Fim da cobrança cumulativa tem início com FHC
Próximo Texto: Será impossível dobrar salário, diz sociólogo
Índice



Copyright Empresa Folha da Manhã S/A. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folhapress.