São Paulo, domingo, 17 de outubro de 2010

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Maior meta é aprender a administrar

Profissionais sentem melhora em estratégia e na entrega de resultados

FLAVIA GALEMBECK
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O principal objetivo de quem faz um MBA é se especializar em gestão. Essa foi a resposta de 62% dos ex-alunos consultados pelo Datafolha. Pleitear cargos melhores (17%), ficar atualizado (10%) e trocar experiências (7%) foram outras razões citadas.
Ao final do curso, a maioria atinge a meta -87% ficaram satisfeitos ou muito satisfeitos-, e muitos apontam melhorias no desempenho.
Para os entrevistados, o conteúdo das aulas ajudou muito a elaborar estratégias (resposta de 77% deles), a entregar resultados (71%) e a executar projetos (69%).
O engenheiro Eduardo Valentim, 31, fez MBA na FIA para aprender sobre gestão e ter embasamento acadêmico em suas práticas de marketing como gerente de produtos da Philips. Saiu satisfeito.
"Percebi em que áreas precisava me aprofundar", afirma Valentim, que foi indicado por um ex-colega para a vaga de gerente-geral de marketing para a América Central e do Sul na LG.

DESENVOLVIMENTO
Entre empregadores, fazer MBA sinaliza que o candidato investe em seu desenvolvimento. "O mercado espera que adquiram visão mais abrangente e possam liderar projetos", diz Juliano Ballarotti, gerente-sênior da consultoria Hays Engineering.
Mário Escotero, vice-presidente da empresa Ceva Logistics, acrescenta que se aprimorar na entrega de resultados faz diferença.
Para o engenheiro químico Fábio Domenech, 36, a visão de negócios dada pelo curso ajudou a assumir o início da operação da americana ICG Commerce no país.
Ele fez MBA no Iese Business School, na Espanha. "Lá me aprofundei em outras áreas em que não tinha tanto domínio, como finanças e marketing", comenta.
Para 40% dos entrevistados pelo Datafolha, porém, o curso ajudou pouco ou nada no campo da gestão financeira -o pior resultado.
Muitos profissionais esperam acelerar o crescimento na carreira após o MBA, o que nem sempre acontece na velocidade esperada.
"É preciso analisar seu histórico na organização e se há espaço para promoção", recomenda Sofia Esteves, diretora da consultoria DMRH.


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