São Paulo, domingo, 17 de outubro de 2010

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44% dos alunos foram promovidos após o curso

Entre os que "subiram", 32% foram alçados a cargo melhor em até 3 meses

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Credenciar-se para disputar um cargo melhor não figura entre os principais objetivos de quem fez um MBA.
Segundo o Datafolha, apenas 17% queriam pleitear postos mais elevados -a maior meta (77%) era adquirir conhecimentos de gestão. Após o curso, entretanto, a significativa parcela de 44% foi promovida.
Em muitos casos, o efeito foi rapidamente sentido. Entre os que foram promovidos, 32% foram alçados a um cargo melhor em até três meses.
Para Paulo de Mattos Lemos, superintendente da FGV-SP, a promoção acontece para quem aplica o conteúdo do curso na empresa.
O MBA pode habilitar o profissional para assumir novas posições na companhia, considera James Wright, diretor acadêmico da FIA.
Outro efeito da especialização é contribuir com o amadurecimento do profissional, deixando-o apto a assumir novas posições, avalia Tharcísio Souza Santos, 63, diretor do MBA executivo da Faap (Fundação Armando Alvares Penteado).
Antes de apostar nisso, porém, ele recomenda investigar que competências são exigidas nos melhores cargos e sentir o clima da empresa. "Para quem quer mudar de área, é preciso verificar se há abertura", afirma.

EXPOSIÇÃO
Se houver perspectiva, o profissional deverá partir para o segundo passo: mostrar que está se desenvolvendo, sempre em parceria com o setor de recursos humanos, aponta Ana Guimarães, 30, consultora da Robert Half.
"É importante que ele aplique técnicas e mostre resultados", diz. Para ela, é preciso mostrar que está preparado para dar o próximo passo.
O engenheiro Paulo Henrique Teixeira, 37, gerente-geral de manufatura da Whirlpool Latin America, fez um MBA "in company" (oferecido dentro da empresa) com professores da FGV-SP.
Depois de concluir o curso, veio a promoção, que ele já vislumbrava. Para ele, o MBA ampliou sua visibilidade na empresa e serviu como um passo de desenvolvimento. "O curso por si só não garante a promoção", diz.
A consultora de carreira Karen Mascarenhas, 47, da DBM, acrescenta que uma maneira de se destacar é apostar nos módulos internacionais. "Isso mostrará que o profissional está apto a lidar com a linguagem técnica em outro idioma." (AA)


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