São Paulo, domingo, 18 de junho de 2006

Texto Anterior | Próximo Texto | Índice

DATAFOLHA NA COPA

Uma outra Argentina

FABIO TURA
DO DATAFOLHA

Depois de ser eliminada na primeira fase no Mundial da Ásia e amargar seu pior desempenho em uma Copa do Mundo, a Argentina resolveu mudar de esquema tático. Abandonou o 3-4-3 adotado pelo técnico Marcelo "El Loco" Bielsa e passou a jogar no 4-4-2 de José Pekerman.
Mesmo com o fracasso em 2002, a Argentina terminou a competição como líder em cruzamentos: 44,7 por jogo. De nada adiantou. A equipe fez só dois gols em três partidas -um deles quando já estava virtualmente eliminada.
Na atual Copa, passou a ser a equipe que menos tenta a jogada pelos lados e é uma das que mais privilegiam a troca de passes. Na vitória contra Sérvia e Montenegro, a equipe de Saviola, Riquelme e Crespo marcou quatro de seus gols após (muita) troca de passes entre seus astros.
O estilo "curto e rasteiro" faz com que a Argentina priorize o jogo coletivo. É apenas a 13 no ranking de dribles, enquanto em 2002 fechou o Mundial na quarta posição no ranking. Na atual Copa, faz questão de valorizar a posse de bola: tem a segunda maior média de troca de passes.
Apenas um de seus oito gols na Copa surgiu em jogada individual -o de Tevez, o quinto contra os sérvios. Prova de seu desprezo pelo jogo aéreo, a Argentina até agora não fez nenhum gol de cabeça, ao contrário dos tempos em que alçava bolas para Batistuta.


Texto Anterior: Campanha: Termos "football" e "soccer" ainda são alvo de disputa
Próximo Texto: Juca Kfouri: Canguru ou zebra?
Índice



Copyright Empresa Folha da Manhã S/A. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folhapress.