São Paulo, quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

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FUTEBOL

Falhas na zaga irritam Leão, que saca Edmundo na vitória por 2 a 0

Com bronca, Palmeiras faz dever de casa ante Táchira

PAULO GALDIERI
DA REPORTAGEM LOCAL

O Palmeiras, líder do Paulista, jogava contra venezuelanos, em casa. A obrigação era ganhar bem do Deportivo Táchira sem levar gols, aproveitando o critério do mata-mata inicial da Libertadores. Mas, para obter o 2 a 0, foi preciso bronca de Emerson Leão.
Irritado com a marcação frouxa na metade do primeiro tempo, o técnico exigiu mais no intervalo, tirou um Edmundo inoperante e um Corrêa pouco firme taticamente. Assim, pôde controlar as ações no Parque Antarctica.
Tudo bem que o primeiro gol foi ilegal: o atacante Marcinho recebeu em impedimento o belo passe por elevação de Paulo Baier, que, novamente escalado na lateral, voltou a mostrar bom futebol.
O Palmeiras dominou o jogo com certa tranqüilidade. Tinha volume de ataque principalmente pela esquerda, em que Marcinho e Lúcio se revezavam. Aos 20min, o gol palmeirense saiu por ali.
Mas, enganado pela dificuldade com que o Táchira passava do meio-campo, o Palmeiras achou que era amistoso. E acabou dando a Rondón, ex-São Paulo, três chances claras de gol, que o centroavante venezuelano desperdiçou miraculosamente.
"São aqueles vacilos que a gente sempre dá em casa, achando que dá para atacar de qualquer jeito", disse o goleiro e capitão Marcos, extremamente irritado com a freqüência de chegadas dos atacantes do Táchira diante de sua meta.
O Datafolha contou, no primeiro tempo, nove finalizações para os venezuelanos, contra apenas sete do Palmeiras. Marcinho era a principal arma do time verde, com três conclusões -uma no gol, uma na trave e uma obrigando Morales a fazer grande defesa.
O atacante Edmundo, porém, decepcionou. Sem conseguir um chute a gol, errando cinco passes e com apenas um drible, o veterano deixou o campo no intervalo, substituído por Gioino. Leão também tirou Corrêa e pôs Reinaldo, para que Paulo Baier tivesse ainda mais liberdade na criação.
Aos 4min, o sufoco passou. Paulo Baier cobrou falta da ponta direita, o goleiro Morales se chocou no ar com Gioino e soltou a bola para Gamarra, que fuzilou para o gol vazio, tranqüilizando o Parque Antarctica lotado.
Depois disso, o jogo ficou mais truncado. A debilidade do time venezuelano, aliada à maior calma do Palmeiras -que se posicionava melhor na defesa, atacando sem se desproteger-, deixou o jogo bem mais chato.
Morales evitou em cima da linha um gol palmeirense certo em cabeçada de Daniel, aos 10min. E depois foi sono, com muita disputa no meio-campo e nada de emoção até o fim do jogo.
Agora, os dois times só voltam a se enfrentar na próxima semana, na Venezuela. No sábado, a equipe de Leão volta a jogar pelo Paulista, contra a Portuguesa Santista, defendendo sua liderança.


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