São Paulo, quinta-feira, 26 de outubro de 2006

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ultrapassagem

Corinthians deixa Palmeiras para trás

Gol de Marcelo Mattos no 2 tempo faz time de Leão transferir medo do rebaixamento no Brasileiro para o arqui-rival

Rubens Cavallari/Folha Imagem
O volante Marcelo Mattos comemora o gol que deu a vitória do Corinthians sobre o Palmeiras


EDUARDO ARRUDA
PAULO GALDIERI
DA REPORTAGEM LOCAL

O "pato novo" Marcelo Vilar bem que gostaria de ter provado que as alfinetadas de Leão teriam de ser engolidas. Não conseguiu. No Corinthians x Palmeiras contra o fantasma do rebaixamento no Brasileiro, ficou para o Palmeiras de Vilar, espetado por sua inexperiência, a maior porção do temor de virar ausência na Série A.
O time do Parque Antarctica perdeu para o Corinthians por 1 a 0 num jogo em que a qualidade técnica ficou à altura do que estava em disputa e também do castigado gramado do Morumbi, marcado pela passagem de festa no começo da semana.
Quem definiu o que foi o confronto foi Edmundo, ao ser questionado sobre o número de chances desperdiçadas pelos dois times: "Vai ver que os dois times são ruins", disparou.
Foi a primeira vitória corintiana em clássicos em 2006. O time fecha o ano com mais seis derrotas e dois empates nesses duelos. Mas o triunfo valeu mais. Serviu para ultrapassar o Palmeiras na tabela. Com sete rodadas para o fim do campeonato, a equipe alviverde parou nos 37 pontos, um a menos que o arqui-rival. Os times inverteram suas posições. O Corinthians é o 14, e o Palmeiras, o 15, podendo ser ultrapassado pelo Fluminense na rodada.
O Corinthians começou o jogo explorando a velocidade de seu ataque. Amoroso, pelo meio, no buraco aberto pelo recuo de Marcinho Guerreiro, e Ramon, mais pela esquerda, eram as principais armas.
Já o Palmeiras, com Valdivia sem conseguir desempenhar o papel que dele se esperava -o de articulador- e com as alas marcadas e a ameaça dos velocistas corintianos, se retraiu.
Com isso, a estratégia do Corinthians só foi frustrada na etapa inicial por Diego Cavalieri e suas defesas, cada vez mais rotineiras. Mas, depois de repetir o roteiro do último domingo contra o Cruzeiro e desperdiçar as chances que criou, o Corinthians viu o arqui-rival crescer em campo e também ameaçar.
Se o primeiro tempo foi apenas uma coletânea de poucas oportunidades, o segundo mostrou que o jogo poderia piorar. A etapa final foi, praticamente, jogada apenas na metade do campo que o Palmeiras defendia. Com uma proposta de contragolpear, o time recuou e deixou que o Corinthians exercesse uma leve pressão.
A estratégia custou caro. Com o campo à disposição, o Corinthians tomou conta do jogo, apesar de apenas conseguir ameaçar de fato o gol de Diego Cavalieri a partir da segunda metade do tempo final.
E um escanteio, aos 31min, decretou o triunfo corintiano. Cesar cobrou na linha da pequena área, e Marcelo Mattos subiu para cabecear sem marcação. O gol saiu no momento em que até Leão parecia desistir do triunfo. O técnico acabara de sacar Amoroso para reforçar a marcação no meio.
Mas, placar aberto, jogo escancarado. O Palmeiras teve que abdicar de ficar só atrás e fez os espaços reaparecerem. Porém, não deu para empatar.
"O jogo foi equilibrado e decidido no detalhe", disse Marcelo Vilar. O problema, para ele e para os seus comandados, é que o detalhe foi o gol.


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