São Paulo, quinta-feira, 01 de agosto de 2002
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Para diretora do MEC, ensino da língua no país prioriza memorização

DA REPORTAGEM LOCAL

Apesar de o ensino de uma língua estrangeira no Brasil ser obrigatório desde a quinta série do ensino fundamental e de muitas pessoas freqüentarem cursos em escolas especializadas, poucas aprendem a falar fluentemente. O problema é admitido até mesmo pelo Ministério da Educação.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais do MEC criticam o ensino de línguas estrangeiras no país, não só na rede pública mas também na particular. O principal ponto levantado no documento é a forma como a matéria é apresentada aos alunos. Segundo o texto, o ensino é baseado "apenas no estudo de formas gramaticais, na memorização de regras e na prioridade da língua escrita e, em geral, tudo isso de forma descontextualizada e desvinculada da realidade".
Segundo a diretora do ensino médio do MEC, Maria Beatriz Gomes da Silva, os parâmetros pretendem estabelecer uma proposta de mudança. "Nós queremos que os estudantes construam significados, não só decorem regras", afirma a diretora.
O baixo aproveitamento nas línguas estrangeiras de quem não freqüentou escolas especializadas levou o deputado federal Evilásio Farias (PSB-SP) a propor o fim da obrigatoriedade das provas de inglês nos vestibulares. "O poder público não tem o direito de exigir das pessoas esse conhecimento, se não as capacitou para isso."
Para a professora de inglês Sirlene Aparecida Aarão, a proposta não enfrenta a causa do problema. "Ela não ataca a raiz do fato, que é melhorar o ensino público, permitindo o mesmo acesso à língua para as classes altas e baixas."



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