UOL


São Paulo, sexta-feira, 11 de abril de 2003

Texto Anterior | Próximo Texto | Índice

COPIÃO

Cineasta tenta filmar "A Morte e a Morte de ACM"

SILVANA ARANTES
DA REPORTAGEM LOCAL

O cineasta baiano Jorge Alfredo, vencedor do Festival de Brasília com o documentário "Samba Riachão" (2001), tem nas mãos um filme inacabado sobre o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA).
Com a concordância de ACM, Alfredo filmou 17 latas de depoimentos e imagens do político em campanha, para rechear sua cinebiografia.
Os registros foram feitos no ano passado, quando ACM disputava votos para eleger-se senador. Alfredo era diretor de seu programa de TV.
Na época, o cineasta disse ao senador que entrevistaria também seus inimigos políticos. "Ele respondeu com um sorriso maroto", diz Alfredo.
O documentarista acha que "seria interessantíssimo acompanhar o senador neste momento", quando ACM enfrenta acusações de autoria de grampos ilegais e a ameaça da cassação de seu mandato.
Mas essa não é a opinião do círculo de auxiliares mais próximos do senador, os que controlam sua agenda.
"Acho que se dependesse dele [ACM], eu estaria rodando. Desde que sou pequeno tem esse negócio de dizer que Antonio Carlos se lenhou, já foi, já era. E ele sempre ressurge. Acho que ele já está acostumado com isso", diz Alfredo.
Para ilustrar o vaivém da carreira política de ACM, o cineasta acha que o nome do filme deve parodiar o Quincas Berro d'Água, de Jorge Amado: "A Morte e a Morte de Antonio Carlos".

PHONE HOME
"Viva Voz", de Paulo Morelli (O2 Filmes), será exibido na noite de gala que encerra o 19 Festival do Filme Latino de Chicago, na próxima quarta.

FINAL FELIZ 1
O Instituto Sundance destinou US$ 45 mil ao projeto do documentário "4 Histórias do Cárcere", da cineasta gaúcha Liliana Sulzbach. O financiamento ajudará a finalizar o filme, que reúne depoimentos de presidiárias.

FINAL FELIZ 2
"Uma Onda no Ar", de Helvécio Ratton, foi premiado com 45 mil, para distribuição na Espanha.

DATA DE VALIDADE
Declaração do ministro da Cultura, Gilberto Gil, publicada na página do ministério na internet: "Enquanto estivermos aqui, eu e minha equipe, [a Ancine] será bem-vinda".

PEÇAS FALTANTES
O pronunciamento de Gil foi feito na semana passada, para cineastas que foram à Brasília manifestar apoio à vinculação da Agência Nacional do Cinema ao Ministério da Cultura. Chama a atenção a ausência completa de distribuidores e exibidores na reunião. É competência da agência regular a atividade da indústria cinematográfica.

UM TOQUE DE CLASSE
Quando produtores e cineastas estavam em discussões sobre a gestão da Ancine, em 2002, o presidente da agência, Gustavo Dahl, lamentou que "o cinema brasileiro oferecesse ao público o espetáculo de seu dilaceramento". No último dia 3, Dahl foi à reunião que solapou o seu poder, sentou-se com ex-aliados que o abandonaram no caminho e saudou o esforço do MinC em acertar.


Texto Anterior: Mercado editorial: Nova revista busca viés comportamental da e-music
Próximo Texto: Cinema: Guerra tira os americanos das salas de exibição
Índice


UOL
Copyright Empresa Folha da Manhã S/A. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folhapress.