São Paulo, quarta-feira, 11 de julho de 2007

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Televisão - Crítica

Watson Macedo mostra impasses do nosso cinema

INÁCIO ARAUJO
CRÍTICO DA FOLHA

Não conheço "E o Mundo se Diverte" (Canal Brasil, 12h). Ainda não. Pois no "Dicionário de Filmes Brasileiros", organizado por Antonio Leão, ele é definido como "o momento em que Watson Macedo começa a traçar o caminho do que se convencionou chamar de chanchada musical".
Ali, Macedo junta Oscarito e Grande Otelo, Eliana e Alberto Ruschell, intriga mais ou menos simples, com a dupla cômica, a dupla romântica, o vilão tartufo, números musicais. Mas o filme é descrito como mistura de comédia e melodrama, este último tendo por centro o dono (Modesto de Souza) de uma companhia teatral à beira da falência, forçado a aceitar os conselhos da sobrinha de montar uma comédia musical.
É a história da Atlântida, em parte. É, sobretudo, a história dos impasses do cinema no Brasil, pois essa arte popular sempre quis corresponder ao gosto da classe média que a repudiava. E daí nasceu a chanchada, que é o que somos, não o que queremos ser.


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