São Paulo, domingo, 05 de dezembro de 2010

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Cinco anos depois, Huffington Post dá lucro e cala críticos

Criadora do famoso site americano de jornalismo, a grega Arianna Huffington visita o Brasil neste mês

Ela começou na política como comentarista conservadora e criou polêmica ao escrever sobre orgasmo feminino

FERNANDA EZABELLA
DE LOS ANGELES

A grega Arianna Huffington tem no sobrenome um sinônimo para jornalismo na internet. O Huffington Post, que reúne o trabalho de 6.000 blogueiros voluntários e tem uma equipe de 195 pessoas, diz receber 24 milhões de visitas únicas por mês, mais do que sites de jornais como "Washington Post" e "Los Angeles Times".
E, pela primeira vez desde seu lançamento em 2005, tornou-se lucrativo no segundo trimestre deste ano, calando os críticos que a perseguem desde que ela chegou aos EUA e passou a dar pitacos na política nacional.
Arianna, 60, lançou recentemente seu 13º livro, "Third World America" [algo como "EUA do Terceiro Mundo"].
Ela estará no Brasil neste mês. Em quatro dias, ela deve visitar Rio, São Paulo e Brasília para "encontrar com políticos eleitos, líderes empresariais e membros da mídia", disse a cofundadora e chefe de Redação do Huffington Post em entrevista à Folha por e-mail.
Formada em economia em Cambridge, Arianna se mudou para os EUA nos anos 80 e ficou conhecida nas rodas sociais pelos livros de sucesso que publicou, uma biografia sobre Pablo Picasso e outra sobre Maria Callas.
Ao se casar com o magnata americano do petróleo Michael Huffington, eleito ao Congresso anos depois, Arianna entrou para o mundo da política como uma comentarista conservadora, embora tenha mudado de partido após um divórcio escandaloso em 1997 (Michael afirmou ser bissexual).
Blogueira, ativista política e ambiental nos anos 2000, Arianna afirma que quis criar o Huffington Post como uma resposta liberal a sites de notícia conservadores como o Drudge Report.
Lançou o projeto em 2005 e conseguiu reunir contribuições de personalidades como Norman Mailer e David Mamet, ganhadores do Pulitzer, além de celebridades como Gwyneth Paltrow. Hoje, tem entre seus colaboradores o cineasta Tim Burton.
Na época, a iniciativa foi recebida com um balde de água fria dos críticos, talvez por inveja ou talvez por posts esquisitos como um sobre orgasmo feminino assinado pela própria Arianna. Mas, com o tempo, o site construiu sua reputação, como na cobertura do desastre do furacão Katrina.
Ela é cofundadora ao lado de Kenneth Lerer, ex-executivo da Time Warner/AOL. Segundo a revista "Forbes", cada um levantou US$ 2 milhões para lançar o site, que neste ano deve gerar receita de US$ 30 milhões.


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