São Paulo, domingo, 05 de dezembro de 2010

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Impostos e pirataria dificultam criação de empresas no Brasil

DE SÃO PAULO

Estima-se que o mercado interno brasileiro de games movimente R$ 1,5 bilhão por ano, entre jogos para consoles, software e on-line.
Apenas 10% disso correspondem ao mercado "oficial". Os 90% restantes são tomados pela pirataria.
"A carga tributária de 82% é a maior do mundo. Mas mesmo assim as empresas decidem investir aqui apostando no crescimento", diz o especialista Marcelo Tavares.
Apesar de ter um mercado potencialmente forte, o Brasil ainda engatinha no desenvolvimento interno de games. Estima-se que os jogos desenvolvidos no Brasil respondam por R$ 90 milhões, sendo que mais da metade é destinada à exportação.
A combinação de impostos altos e pirataria acaba desestimulando a criação de novas empresas, segundo os especialistas, e as que já criam por aqui optam por exportar seus produtos.
Entre as iniciativas pleiteadas pela indústria para desenvolvimento do setor está a revisão da carga tributária.
O setor considera, porém, que seriam necessárias medidas adicionais para beneficiar a indústria nacional.
Criada em 2004, a paulistana Ongame foi uma das pioneiras a apostar na distribuição de jogos on-line no país. A maior parte dos títulos é licenciada de empresas estrangeiras porque, segundo Eduardo Kim, coordenador de marketing da companhia, o volume de games on-line para múltiplos jogadores é insuficiente.
"Tanto a classe C quando o acesso à banda larga estão crescendo e aumentam as oportunidades", diz.
Na avaliação de Kim, além da desoneração dos consoles e games, seria necessária também a criação de incentivos para estimular empresas brasileiras a criarem esse tipo de jogo, numa espécie de Lei Rouanet para os games.
Segundo a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, o diálogo com o segmento surgiu em 2004. Em 2008 foi criado o Programa de Fomento à Produção e Exportação do Jogo Eletrônico Brasileiro que já liberou R$ 1 milhão.(CF)


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