São Paulo, segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

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Contas sazonais pesam nos gastos do começo de ano

Analista aconselha pagar IPVA à vista e diz que compensa parcelar IPTU em SP

Para organizar contas, orientação é separar, todos os meses, valor que depois corresponda ao total que será gasto


TONI SCIARRETTA
DE SÃO PAULO

Passadas as festas e terminado o 13º salário, chegam agora as faturas do cartão de crédito e as contas típicas de janeiro e fevereiro -IPVA, IPTU, matrículas, material escolar etc- que costumam desequilibrar o orçamento.
Para enfrentar a temporada de gastos, a orientação -que quase ninguém segue- é separar todos os meses o equivalente mensal do desembolso anual previsto.
Quem paga em janeiro um IPTU anual de R$ 6.000 pode, por exemplo, guardar todos os meses R$ 500 e ter dinheiro para quitar o imposto à vista e com desconto.
As pessoas que não fizeram isso podem analisar se vale a pena pagar os impostos à vista ou parcelados.
No caso do IPTU da cidade de São Paulo, o contribuinte pode fazer o pagamento à vista com desconto de 6% ou parcelar o débito em dez vezes, o que embute um juro mensal de 0,58% -praticamente o rendimento atual da poupança (0,59%) e pouco abaixo da inflação pelo IPCA (0,61%) de dezembro.
"Não vale a pena pagar o IPTU à vista. Quem conseguir aplicar bem o dinheiro lucra mais parcelando", disse Roberto Vertamatti, conselheiro da Anefac (associação dos executivos de finanças).
Já para o IPVA no Estado de São Paulo, o desconto é de 3% ou três parcelas iguais.
Segundo Vertamatti, poucas aplicações rendem 3% em três meses. A poupança deve render 1,75% no período, enquanto os fundos DI deverão dar ganho bruto de 2,7% já contando um aumento de 0,5 ponto nos juros na próxima semana. Se descontar o Imposto de Renda (22,5%) e a taxa de administração (de até 0,86% do total aplicado), o retorno desses fundos DI cai para 1,43%.
Neste ano, a temporada de desembolsos bateu com uma série de reajustes acima de inflação. Em São Paulo, os ônibus já subiram 11% e o pedágio na Régis Bittencourt, 13%. Até os táxis, que estavam congelados desde 2006, vão subir 19% no sábado.

CRÉDITO RESPONSÁVEL
De olho na dificuldade dos clientes para fechar as contas no azul, a maioria dos bancos tem linhas de crédito para os gastos de início de ano.
A indicação é que só recorra ao financiamento quem não tiver dinheiro guardado.
Segundo Rogério Estevão, superintendente de Pessoa Física do Santander, o volume de crédito cresce de 15% a 25% no início do ano. O banco libera crédito pessoal pela internet e dá dez dias sem juro no cheque especial.
"O empréstimo é mais barato do que pagar multa, juros ou ficar inadimplente."
A Caixa Econômica Federal oferece financiamento com taxa a partir de 0,85% ao mês em até 96 meses.
Segundo Roseli Maranghetti, gerente regional da Caixa em São Paulo, os clientes mais endividados são orientados a tomar empréstimos com prazos longos e juros baixos, como o crédito com desconto em folha.
"Vários clientes com dívidas em outros bancos têm procurado a Caixa em busca de juros mais baixos", disse.


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