São Paulo, quinta-feira, 30 de agosto de 2007

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Milícia xiita suspende ações por seis meses

DA REDAÇÃO

O clérigo radical xiita Moqtada al Sadr declarou ontem que a sua milícia, o Exército Mahdi, irá "suspender as operações" no Iraque, dois dias após confrontos durante um festival religioso que deixaram 52 mortos e 279 feridos.
"Declaramos a suspensão das operações do Exército Mahdi, sem exceção, a fim de reabilitá-lo de forma a preservar sua ideologia, por um período máximo de seis meses", declarou o porta-voz de Sadr, Hazim al Araji, na televisão estatal do Iraque.
Outro porta-voz da milícia pediu aos seguidores de Sadr que não ataquem as forças da coalizão liderada pelos EUA. Um membro do Exército Mahdi afirmou que o objetivo da interrupção é detectar os integrantes problemáticos da milícia.
Autoridades iraquianas têm culpado o Exército Mahdi pelo aumento da violência sectária no Iraque nos últimos 18 meses.
A declaração foi feita após os conflitos na cidade sagrada xiita de Karbala. Milhares de peregrinos que celebravam o nascimento de um imã do século 9 tiveram que fugir através de ruas sujas de sangue na terça-feira para escapar da troca de tiros entre membros do Exército Mahdi e das forças de segurança do governo.
Autoridades culpam a milícia de Sadr pelo conflito. Ela teria atacado os guardas de uma mesquita ligados a um grupo rival, o Exército Badr, ligado ao Conselho Supremo para a Revolução Islâmica no Iraque.


Com agências internacionais

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