São Paulo, sábado, 14 de outubro de 2006

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PAINEL DO LEITOR

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Nobel da Paz
"Com muita alegria recebi a notícia da outorga do Prêmio Nobel da Paz ao senhor Muhammad Yunus, "o banqueiro dos pobres". Nada mais justo.
Qualquer homem público que realmente tenha compromisso com o social e com os mais necessitados e que tenha a intenção de engrandecer o seu país deveria ler a história e a trajetória desse íntegro economista bengalês."
FRANCISCO CAMILO DE CAMPOS (Campinas, SP)

Turquia
"O tenebroso massacre de armênios, que ainda não completou um século, parece encontrar-se, hoje, em via de reparação.
A recentíssima aprovação da lei francesa que torna crime a negação da história e a premiação do romancista turco Orhan Pamuk com o Nobel de Literatura indicam que a cicatrização da ferida histórica não acontecerá por meio de mentiras e de dissimulações, mas, sim, graças à restauração da verdade e pela penitência (também um valor islâmico).
O ódio à raça deve ceder. O reconhecimento pelos próprios turcos dos horrores praticados pelo governo da Turquia é um grandioso passo na senda da reconciliação em nome da almejada paz futura."
JORGE JOÃO BURUNZUZIAN (São Paulo, SP)

Sem leite
"Simplesmente inaceitável a situação das presidiárias que têm filhos recém-nascidos ("SP deixa filho de presa sem leite materno", Cotidiano, 13/10, pág. C1).
A amamentação não é simplesmente assegurada por lei, é garantia individual prevista no inciso L do art. 5 da Constituição de 88. É, portanto, direito fundamental constitucional, regulamentado pela Lei de Execução Penal em seu art. 89, o que não parece fazer diferença aos administradores do sistema carcerário paulista. Monstruoso."
NATÁLIA LUCHINI, estudante de Direito da USP (São Paulo, SP)

Eleições
"Nada de novo no resultado das eleições 2006.
Velhas raposas, corruptos, ladrões, sabidos usurpadores dos bens públicos, enfim, pessoas sem compromisso com o bem comum. Causam estranheza, contudo, votações maciças como as obtidas por figurinhas mais do que carimbadas, como Paulo Maluf e Clodovil.
Seria ingênuo pensar que o povo vota errado por falta de cultura. Não se pode argumentar que num grande centro como São Paulo haja falta de informações suficientes ao eleitor."
MÁRCIO FERNANDO DE BARROS BUENO (Belo Horizonte, MG)

"Os políticos agem sempre do mesmo modo. Pregam uma coisa e fazem outra. Exemplo?
Todos reconhecem e enaltecem a importância da educação para o desenvolvimento do país. E a informação é o seu principal veículo. No entanto, dificultam que as informações cheguem à população ao marcar os debates políticos em horários proibitivos para a maioria dos trabalhadores. Gostaríamos de conhecer melhor os candidatos e os seus programas.
Deveriam fazer os debates em duas ou três vezes, em rede nacional, às 20 horas. Ou será que as novelas são mais importantes que o futuro desta nação?"
WANDERSON PRADO LEITE (São José dos Campos, SP)

"O Brasil, nesta eleição de 2006, continua o mesmo da década de 60. Existia a teoria de que o crescimento econômico não podia caminhar junto com o controle da inflação. A única alternativa era exportar. Hoje em dia essa ladainha econômica piorou. Praticamos os juros mais absurdos do planeta, temos um desemprego altíssimo, que provoca salários cada vez mais aviltados, e uma desigualdade social vergonhosa.
A nossa política econômica só funciona no sentido de pagar dívidas e juros vergonhosos aos agiotas nacionais e internacionais, que vivem à custa do nosso superávit. O cidadão é assaltado pelos impostos exorbitantes cobrados pelo Estado brasileiro.
O presidente Lula, antes de ser eleito, prometeu mudar tudo e acabar com o privilégio econômico da turma que ele chama até hoje de elite golpista. Eleito, não mudou nada."
WILSON GORDON PARKER (Nova Friburgo, RJ)

Espaços
"Curiosa a opinião da leitora Margareth Rezende Roque ("Onde?", "Painel do Leitor", 12/10). A leitora diz que não entende como um jornal como a Folha dá espaço para uma pessoa como João Pedro Stedile, que teve artigo publicado no dia 10/10 na seção "Tendências/Debates". E o espaço para outras pessoas como ACM e Bornhausen? Ela entende?"
PAULO CEZAR GUIMARÃES (Rio de Janeiro, RJ)

Vôo da Gol
"O Ministério Público do Trabalho deverá investigar a possível sobrecarga de trabalho dos controladores de tráfego aéreo e o seu regime de serviço em geral. Na condição de controlador inativo, que militou até 1980, de fato em muitas áreas havia sobrecargas. Ao deixar a ativa, as escalas de minha área estavam sendo modificadas com a finalidade de suprimir um dia de folga entre certos turnos.
Quanto ao vôo da Gol, segundo norma internacional, é totalmente impossível desviar uma aeronave conhecida, perfeitamente na rota e em contato com os órgãos de tráfego aéreo, devido ao fato de haver uma outra sem contato e sem certeza de sua localização. O máximo que se pode fazer, a critério do controlador, é alertar as aeronaves da área em questão. Não se pode desviar o avião certo nem para cima, nem para baixo, nem mesmo para as laterais, uma vez que poderíamos, aí, sim, estar levando a aeronave certa para cima da perdida."
HEITOR VIANNA P. FILHO (Araruama, RJ)

Rumo
"Sou comandante de avião aposentado, espírita e creio que, lá no cantinho do céu em que estão, os fundadores deste jornal e seus colaboradores olham com indignação o rumo que o jornal tomou hoje em direção à parcialidade.
Estou acompanhando o acidente com o avião da Gol, e barbaridades são escritas sem provas. Aceitam-se entrevistas de qualquer leigo. O rolo compressor está em operação. Batem no PT e em Lula em todas as edições. Não mostram nenhum feito de seu governo. Gostaria que tivessem feito isso, com essa garra toda, quando o governo passado dilapidou o patrimônio nacional com as privatizações a toque de caixa."
TEMÍSTOCLES OLIVEIRA (São Paulo, SP)

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