São Paulo, domingo, 22 de outubro de 2006

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PAINEL DO LEITOR

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Passado
"As escavações arqueológicas em São Miguel Paulista (Cotidiano, 20/10) são importantes por revelarem a mescla cultural dos habitantes da São Paulo colonial. A construção de um complexo cultural deve incluir, tanto no seu planejamento como na posterior construção e gestão, as comunidades locais. Os vestígios de um passado indígena podem servir para conscientizar todos sobre a diversidade cultural como valor para o convívio social. O passado colonial, dessa forma, mostra-se relevante hoje."
PEDRO PAULO A. FUNARI , professor do Núcleo de Estudos Estratégicos da Unicamp (Campinas, SP)

O Piauí é aqui
"É um deleite e um grande privilégio poder acompanhar os passos, por meio da escrita, de um livre pensador da estirpe de Contardo Calligaris. A cada novo texto ele consegue capturar, compartilhar e agregar ainda melhor as nuances que dão sabor e saber ao cotidiano. No primoroso "O Piauí é aqui" (Ilustrada, 19/10), unindo o que fere com o que cura, o psicanalista posiciona-se diante de uma nova revista, menciona uma película e indica um livro, de forma pedagógica e filosófica, tornando familiar o desconhecido. De fundo, ainda nos brinda com pistas edificantes sobre as possibilidades de compreensão e alcance dos mistérios da alma."
RONILSON DE SOUZA LUIZ , doutorando em educação na PUC-SP e colaborador na Universidade da Cidadania Zumbi dos Palmares (São Paulo, SP)

Privatização
"Quando o tema é privatização, é incrível a falta de coerência dos dois candidatos. Geraldo Alckmin teve a coragem de vender a uma empresa colombiana (estatal!) o maior e mais importante sistema de extra-alta tensão da região sudeste, a CTEEP, uma área monopolística do setor elétrico, que, pelo modelo concebido no governo Fernando Henrique Cardoso e mantido por Lula, deveria se manter nas mãos do Estado para garantir, pela sua neutralidade financeira nas questões de curto prazo, o ingresso do capital particular na distribuição e, sobretudo, na geração. Agora, o candidato da oposição se escandaliza diante da possibilidade aventada de o PSDB privatizar um setor totalmente concorrencial como o bancário. A falta de autenticidade é mortal no político. Por que o tucano Geraldo Alckmin não assume que quer mesmo reduzir o peso e o tamanho do Estado e vai privatizar, sim, o que for possível e manter na mão do Estado apenas o que for absolutamente necessário? E por que o PT não dá poderes e recursos de fiscalização às agências reguladoras ao invés de fragilizá-las? O PSDB de São Paulo só "privatizou" o sistema de transmissão de energia elétrica estadual porque não teve que enfrentar o rigor de uma agência reguladora com autoridade para obstar as pressões para essa drástica mudança de rumos no modelo regulatório."
NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA (São Paulo, SP)

Debate
"O debate com os presidenciáveis, no SBT, apresentou o óbvio. Lula dizendo que em seu governo tudo melhorou, e Alckmin dizendo que tudo piorou no governo Lula. Nas réplicas e tréplicas, Lula reafirmava que tudo melhorou, e Alckmin, que tudo piorou. Apesar de ser mais emocionante, por ser no tête-à-tête, em termos práticos, nada se viu nem se ouviu além daquilo a que assistimos no horário eleitoral. Dessa forma, de pouco ou nada serviu para esclarecer possíveis dúvidas do eleitor. A este restou tentar identificar qual dos dois foi mais sincero. Ao menos esse debate foi mais civilizado que o anterior."
ALVACIR GONÇALVES (Joinville, SC)


 

"É muito triste ver o maior mandatário do país agir de forma tão irônica no debate do SBT quando se está em jogo o futuro de milhões de brasileiros nos próximos quatro anos."
JOSÉ PIPINIS FILHO (São Paulo, SP)
 

"Na reportagem "Números enganosos e consenso oculto" (Brasil, 20/10), o jornalista Gustavo Patu, ao contradizer Geraldo Alckmin sobre os 40 mil companheiros empregados na administração pública federal, esqueceu-se que a farra não se dá apenas por meio dos 20 mil cargos de livre provimento existentes. Esqueceu-se da farra das terceirizações e dos contratos de organismos internacionais, estes, sim, muito superiores a 20 mil."
FERNANDA ELIAS (Belo Horizonte, MG)

Reeleição
"Primeiro, o candidato Alckmin se dizia a favor da reeleição. Quando precisou do apoio de Aécio e de Serra, candidatíssimos a presidente em 2010, voltou atrás. Agora se diz contrário. Disse ainda que vai cuidar da saúde, da educação e da segurança. Que vai dar aumento de salário ao funcionalismo público. Coisas que não fez absolutamente em São Paulo -quem mora aqui sabe disso. Fernando Henrique Cardoso disse em entrevista nesta semana não ser contra a privatização da Petrobras. Quando viu o estrago de sua declaração, disse que foi mal interpretado. Para voltar ao poder vale tudo."
WILSON DOMINGOS DA COSTA (São Paulo, SP)

FMI
"Entre os benefícios que o governo Lula apregoa ter feito ao país durante seu comando, um foi livrá-lo do FMI. Mas o que não se consegue entender é por que o governo contingencia verbas -aprovadas em Orçamento- para segurança, saúde, educação e até para a Infraero para desviá-las a fim de cumprir as metas de superávit primário, seguindo, até com mais rigor, a política econômica exigida pelo FMI. Livrou-se da instituição, mas continua cumprindo todas as normas estabelecidas por ela. Qual é a vantagem que tanto se noticia?"
ENI MARIA MARTIN DE CARVALHO (Botucatu, SP)

CARTA REGISTRADA

"É incrível. O maior inimigo de Alckmin é FHC; e de Lula, é o PT. Pode?"
ILKA ALVES DE VASCONCELLOS (São Paulo, SP)

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