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Cidade Limpa não vale durante campanha
Candidato poderá usar faixas e cartazes em ruas de São Paulo pela 1ª vez desde que lei entrou em vigor, em 2007
Em 2008, dúvidas sobre aplicação impediram propaganda em vias; lei de 2009 e decisões da Justiça garantem uso
FLÁVIO FERREIRA
DE SÃO PAULO
A poluição visual banida
pela Lei Cidade Limpa há três
anos e meio volta à cidade de
São Paulo nas próximas semanas com o início da propaganda de rua dos candidatos
nas eleições deste ano.
Será a primeira vez desde a
entrada em vigor da lei, em
janeiro de 2007, que a propaganda nas ruas da capital
paulista -em cartazes e faixas- será veiculada em massa na cidade.
Nas eleições de 2008,
questionamentos sobre a
aplicação da lei levaram os
candidatos a deixar de lado
essa forma de propaganda.
Agora, decisões da Justiça
Eleitoral e uma lei municipal
de 2009 não deixam mais dúvidas de que as regras da Cidade Limpa não valem durante o período de campanha
eleitoral.
Candidatos a deputado
com base de eleitores na capital relataram à Folha que
vão usar todas as formas de
propaganda agora liberadas,
como a pintura de muros e
colocação de placas e banners em imóveis particulares
(veja quadro ao lado).
Segundo esses políticos,
se a lei proibisse a publicidade eleitoral na cidade de São
Paulo eles não teriam as mesmas condições que adversários com redutos eleitorais
em municípios onde não há
restrições à propaganda.
"Vamos fazer visitas de casa em casa e pedir para colocar banners na porta das casas dos cidadãos", afirmou o
vereador da capital João Antonio (PT), candidato a deputado estadual.
Já o vereador Dalton Silvano (PSDB), que também vai
disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, disse
que vai veicular sua propaganda em muros e em cavaletes móveis posicionados em
vias de grande circulação.
Banners de candidatos já
podiam ser vistos ontem pelas ruas da zona sul da capital, como os de Davdson Rocha, do Partido Verde.
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