Ribeirão Preto, Quinta-feira, 07 de Maio de 2009

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Ribeirão Preto investiga e descarta possível caso de nova gripe na cidade

VERIDIANA RIBEIRO
DA FOLHA RIBEIRÃO

A Secretaria da Saúde de Ribeirão investigou por um dia, mas descartou possibilidade de gripe A(H1N1) -antes chamada de gripe suína- em um fisioterapeuta de 27 anos que passou a noite de anteontem e a manhã de ontem internado em um dos três leitos de isolamento da Unidade de Emergência do HC (Hospital das Clínicas), uma das 51 unidades de referência no país para o tratamento da doença.
O paciente fez exame de urina e de sangue, mas os médicos descartaram a possibilidade da doença depois de descobrirem que o único amigo do fisioterapeuta que viajou ao Canadá não voltou ao Brasil com sintomas de gripe. O Canadá é um dos países onde o vírus que causa a gripe A(H1N1) está circulando.
Segundo a secretária da Saúde de Ribeirão, Carla Palhares, o paciente foi encaminhado ao HC depois de passar pelo Hospital Ribeirânia "por excesso de zelo" do médico que o atendeu anteontem.
"Fomos atrás dos contatos que essa pessoa teve, que foi com um ribeirão-pretano que esteve no Canadá. Essa pessoa não teve sintomas e esteve no Canadá há mais de dez dias, isso descartou a possibilidade", disse a secretária.
Segundo Palhares, a Secretaria da Saúde está capacitando os profissionais da rede e conversando com os hospitais no sentido de evitar que haja aumento no número de encaminhamento de pacientes com gripe para os leitos de isolamento indicados para o tratamento de gripe e outras doenças, como a tuberculose.
Outra medida anunciada pela Secretaria da Saúde é a compra de kits para as UBDSs (Unidades Básicas Distritais de Saúde). Álcool gel, luvas e máscaras para proteger profissionais da saúde do contato com pacientes que possam ter o vírus serão comprados.
A preocupação do Departamento de Vigilância Epidemiológica, no entanto, é com a falta de máscaras de proteção no mercado. A procura pelo produto aumentou em decorrência da gripe suína, como a Folha constatou em pelo menos duas lojas especializadas em materiais cirúrgicos.
Na Cirúrgica Mafra, a máscara para a proteção contra vírus e bactérias começou a ser vendida este ano no último dia 30, por causa da demanda. Na Nacional Comercial Hospitalar o produto "sumiu" do estoque na última segunda. "Muita gente vem procurar. Médicos, pessoas que vão viajar, e até os idosos, que não entendem muito da doença e querem se proteger", disse uma farmacêutica da Mafra que não quis se identificar.


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