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25/09/2012 - 05h58

Lady Gaga deita e rola em show que vem ao Brasil em novembro

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GRACILIANO ROCHA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM PARIS

Lady Gaga sai de um enorme castelo gótico, montada num cavalo e escoltada pelo seu séquito de dez dançarinos, dá uma volta numa plataforma circular que se projeta à frente do palco gigantesco e começa a cantar "Highway Unicorn".

Os 75 mil fãs que a esperavam na noite fria do último sábado deliraram.

A turnê "The Born This Way Ball", que vem ao Brasil em novembro, é uma superprodução repleta de efeitos especiais cujo único fim é deixar Lady Gaga se esfalfar.

Em duas horas e 20 minutos da apresentação em Paris, ela fez quase tudo: cantou (sem playback), dançou, pulou, rolou no chão, tocou piano, guitarra, passeou de moto, encenou lances de sexo com um homem e, depois, com uma mulher.

Divulgação
Lady Gaga em abertura de seu show em Paris
Lady Gaga em abertura de seu show em Paris

No show, ela interpreta combater um regime totalitário representado pela voz de "Mother G.O.A.T" (sigla para território alien pertencente ao governo). Gaga prega a luta contra a discriminação.

E teve tempo de sair de uma cápsula em forma de útero, ser raptada, espancada e se livrar dos "agressores" com uma metralhadora.

"Eu não estou nem aí se vocês vão ter de trabalhar amanhã, porque eu também vou", disse a pop star, depois de cantar "Bad Romance", um dos seus principais sucessos.

O público que encheu o Stade de France, em Saint-Denis (cidade colada a Paris), estava eletrizado.

A cada vez que trocava de roupa (foram nove durante o show), os efeitos de luz mudavam a cenografia. Ela usou roupas de couro, quimonos futuristas e o seu tradicional vestido cor de carne.

As fotos que correram o mundo mostrando a cantora acima do peso, há algumas semanas, não a impediram de exibir o corpo em roupas excêntricas. No palco, ela não aparentou estar gorda.

Gaga mostrou fixação na moda ao homenagear os estilistas Azzedine Alaia e Marc Jacobs, que estavam no show.

Quando tocou o hit "Alejandro", a cantora usava sutiãs cônicos --acessório que ficou famoso com Madonna nos anos 1980. As duas vivem às turras desde que a última acusou Gaga de plagiá-la.

VELOCISTAS

Lady Gaga mimou os fãs --ou "little monsters" (monstrinhos), como ela os chama-- com gestos gentis e uma proximidade incomum em megaconcertos.

Entre uma música e outra, ela se esforçava para falar francês e recebia presentes atirados pela multidão. Agradeceu pelas pessoas que compraram ingressos para vê-la.

Uma pequena bandeira do país voou para suas mãos. Gaga dobrou-a e amarrou no pescoço à maneira como muitas parisienses usam lenços. A cada afago, o público se derretia em gritos e aplausos.

No meio do show, ela disse que nunca teria feito sucesso na Europa se sua música não tivesse tocado primeiro em bares e boates gays franceses. Mais ovação.

No fim, alguns adolescentes foram convidados para subir ao palco: foi o prêmio por terem corrido como se disso dependessem suas vidas no momento em que os portões foram abertos.

Lady Gaga saiu de lá maior do que entrou, na opinião de fãs ouvidos pela Folha.

LADY GAGA NO BRASIL
QUANDO dia 9/11, no Rio (Parque dos Atletas), e 11/11, em São Paulo (Estádio do Morumbi)
QUANTO entre R$ 90 e R$ 750
CLASSIFICAÇÃO 14 anos

 

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