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20/11/2012 - 07h02

Opinião: Combate ao racismo deve minar a ideia de raça, e não reforçá-la

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YVONNE MAGGIE
ESPECIAL PARA A FOLHA

Essa medida [de criar editais exclusivos para criadores e produtores culturais negros] faz parte de um processo que vem se intensificando no país e que visa a separar os cidadãos brasileiros em raças distintas.

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No campo da arte, como no mercado de trabalho, na saúde e na educação, os cidadãos não serão mais vistos como brasileiros, mas como brancos e negros. Essa política que visa, em princípio, a 'beneficiar os assim chamados negros excluídos pelo racismo, usa a perigosa estratégia de entronizar a raça.

Quando o Estado divide os cidadãos em raças com o objetivo de distribuir direitos, as consequências podem ser graves. Há inúmeros exemplos históricos que sinalizam isso.
Do meu ponto de vista, já expresso em fóruns, livros e artigos, o caminho para combater o racismo é destruir a ideia de raça, e não reforçá-la.

Bom, mas os dados já foram lançados desde que o Supremo Tribunal Federal decidiu [em abril deste ano] pela constitucionalidade das cotas raciais -a decisão vale para todo o ensino público.

Teremos agora uma arte produzida por negros e outra por brancos? Ou a arte busca a universalidade?

YVONNE MAGGIE, 68, doutora em antropologia social pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), é professora titular da mesma instituição

 

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