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12/12/2012 - 03h01

MTV aposta em produção de seriados para 2013

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FERNANDA REIS
DE SÃO PAULO

A mesma MTV que deu, no VMB de 1998, cinco prêmios ao vídeo de "Ela Disse Adeus" --considerado o melhor clipe brasileiro da história em enquete realizada pela "Ilustrada"--, deixa sua vocação musical um pouco de lado e aposta na dramaturgia.

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Em 2013, duas novas séries estarão na programação do canal que já foi a vitrine dos videoclipes.

"De alguma maneira, a gente sempre investiu em dramaturgia", diz Zico Goes, diretor de programação do canal, lembrando os esquetes que Marina Person e Cazé Pecini faziam no programa "Neurônio", na primeira década dos anos 2000.

"Era divertido, mas não era produzido com apuro", afirma Goes. Agora o esquema é outro e a ficção receberá um investimento maior. "Tem muita produção por aí. Muitos atores, roteiristas, e não tem vazão. Pensamos em criar uma faixa em 2013 para exibir curtas e séries."

PILOTOS

O primeiro projeto de série é antigo: em 2010, em parceria com a RioFilme, a MTV abriu um edital para que produtoras criassem pilotos --episódio que serve como teste-- com 15 minutos de duração para o canal.

Seis projetos foram aprovados e exibidos em novembro na MTV. O público votou em seu favorito e o vencedor, "Rock'n'roll", ganhará 12 episódios no ano que vem.

Dirigida pelo quadrinista Arnaldo Branco, a série é como um documentário sobre uma banda fictícia. Por enquanto, não há texto pronto. "Quero um roteiro solto, em que caiba improviso", conta Branco.

EM ABERTO

Da outra série, se sabe apenas, por ora, que Felipe Hirsch será o diretor. Responsável pelo tributo à Legião Urbana com Wagner Moura --transmitido em maio deste ano--, Hirsch, mais ligado ao teatro, diz nunca ter pensado em fazer uma série para TV.

"Mas as coisas, de alguma maneira, nos conduziram para esse lado", conta. "Encontrei na MTV pessoas loucas o bastante para topar minha ideia remota." Não há, até agora, roteiro, elenco ou mesmo argumento definido.

Até março ele vai selecionar atores, escritores e músicos para desenvolver coletivamente o projeto. "Vou criar como se fosse, entre aspas, teatro", diz.

"É uma maneira toda errada de fazer televisão, mas faz com que a gente dê um passo à frente de algum jeito", ri.

O aval da emissora, pelo menos, ele tem. "MTV e Felipe Hirsch foram feitos um para o outro", afirma Goes. "Queremos usar essa série como um marco para voltar a investir e olhar mais para a dramaturgia."

 

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