'A Livraria', de Isabel Coixet, leva Goya de melhor filme

Longa também venceu nas categorias de direção e roteiro adaptado

AFP

A diretora espanhola Isabel Coixet e o filme "Handia" foram os dois grandes vencedores do Goya --a maior premiação do cinema espanhol-- que ocorreu, neste sábado (3), sob a bandeira do feminismo.

O filme de Isabel Coixet, "A Livraria", sobre o universo dos livros, ganhou os prêmios de melhor filme, direção e roteiro adaptado. Ele havia sido indicado em 12 categorias.

"Handia", um drama histórico que ocorre no século 19 no País Basco, é o outro grande vencedor dessa cerimônia. O filme de Jon Garano e Jose Mari Goenaga, indicado em treze categorias, incluindo melhor filme, ganhou dez Goyas.

Isabel Coixet, cineasta de 57 anos, apaixonada por literatura, dedicou seus prêmios "a todos aqueles que ainda compram livros, abrem livrarias e amam cinema".

Isabel Coixet recebe o Goya de melhor direção, neste sábado (3), em Madri - Paul White/Associated Press

"A Livraria" foi filmado em língua inglesa. A história se passa nos anos 1950 em um vilarejo inglês, onde uma viúva decide reconstruir sua vida, abrindo uma livraria apesar da oposição da população local.

No elenco do filme, uma adaptação do romance de Penélope Fitzgerald publicado em 1978, estão Emily Mortimer ("The Newsroom" e "Match Point"), Patricia Clarkson ("House  of  Cards") e Bill  Nighy ("Harry Potter").

Isabel Coixet agradeceu em uma sala onde o público exibia fitas vermelhas com a hashtag #MÁSMUJERES (mais mulheres).

Essa iniciativa destinou-se a denunciar o espaço insuficiente reservado às mulheres na indústria cinematográfica.

"Precisamos de tempo para mudar isso, acho que a iniciativa deve vir da política, precisamos de mais mulheres para fazer filmes", disse Carla Simon, diretora espanhola de 31 anos que ganhou três prêmios por "Verano 1993".

O ator Javier Gutierrez, 47, ganhou o prêmio Goya de melhor ator por seu papel como um escritor no filme de Manuel Martín Cuenca, "El autor".

Nathalie Poza, 45, recebeu o prêmio de melhor atriz por seu papel em "No Decir adios".

O longa chileno de Sebastien Lelio, "Uma mulher fantástica", um retrato de uma mulher transgênero confrontada por uma sociedade conservadora, ganhou o prêmio Goya de melhor filme latino-americano.

"Esta é uma notícia fantástica", disse o diretor Sebastian Lelio, ao receber o prêmio, que dedicou "a toda a geração de cineastas por trás desse filme, que estão lutando pelo novo cinema no Chile".

Um Goya honorário foi entregue à atriz espanhola Marisa Paredes, 71, uma das favoritas do cineasta espanhol Pedro Almodóvar.

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