O politicamente correto vai matar a literatura, diz Paulo Coelho

Escritor, que lança romance autobiográfico 'Hippie', conta ter feito pacto com criatura para ter fama e diz que renega a política

Maurício Meireles
Genebra

O pólen flutua diante dos olhos e vai se deitar em cima dos carros. Dá para vê-lo nas roupas pretas de Paulo Coelho, cujas mãos coçam, os olhos incham e a cabeça raspada fica com manchas. É uma época difícil para os alérgicos na cidade suíça.

Para um mago, até que ele tem superstições bem comuns: antes de beber o vinho frisante, molha o dedo e pinga uma gota na mesa, para o santo. Ao visitar seu apartamento em Genebra, é preciso sair pela mesma porta.

O escritor recebeu a Folha em sua casa, seis andares e mais uma cobertura dúplex, com academia, janelões e jardim do qual é possível ver os Alpes. Ele vive lá com sua mulher, a artista plástica Cristina Oiticica. Não há livros. Os dois leem tudo em edições digitais.

O casal leva uma vida pacata. Veem filmes e séries todos os dias e todos os dias caminham, contando os passos com um aplicativo. Antes, eram 10 mil; agora, 7.000. Coelho, aos 70 anos, diz que só pode ser um defeito do celular.

O autor lança agora “Hippie”, em que revive a época em que era cabeludão, vestia a mesma jaqueta jeans, usava drogas e errava por aí com pouca grana no bolso. No romance, repassa um velho amor, vivido em uma viagem no Magic Bus, que saía de Amsterdã e ia até o Nepal. O livro, diz, é uma resposta ao fundamentalismo que grassa pelo mundo.

Antes de receber a reportagem, fez uma exigência: não queria falar de política. Ao ouvir as perguntas, tentou dar a volta na tortilha —expressão que usa muito e significa ter ginga para se livrar de encrencas—, mas, ao fim, falou.

Em sua casa, num passeio de carro até a fronteira da Suíça com a França e em um jantar, a Folha esteve quase oito horas com o mago. Ele falou de sua decepção com Lula e o PT, contou um encontro com o ex-presidente no Palácio de Buckingham e disse que o petista abandonou José Dirceu, amigo do escritor, aos cães.

Relatou ainda o dia em que seu quarto de hotel foi invadido a mando do produtor Harvey Weinstein, posteriormente envolvido num escândalo de assédio sexual, contou de sua amizade com o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, protestou contra o politicamente correto e narrou experiências sobrenaturais —como um encontro com um anjo e outro com o Diabo. O resultado editado está abaixo.


Paulo Coelho, 70

Nascido no Rio em 24 de agosto de 1947, estudou no colégio jesuíta Santo Inácio. Foi diretor e ator de teatro, jornalista e compôs músicas com Raul Seixas. Começou a publicar nos anos 1980; o primeiro sucesso, com ‘O Alquimista’, não veio de imediato, mas o livro tornou-se, segundo o ‘Guinness Book’, o mais vendido de um autor vivo no mundo

 

Folha - Por que resolveu lembrar sua época de hippie?
Paulo Coelho - Vi que o mundo estava caminhando para um fundamentalismo tremendo. Isso não está legal. Há causas importantes, como o direito da mulher. Já outras, como a alimentação, pô, deixa rolar, não força a barra. Era uma época em que tudo o que acontece agora acontecia naturalmente. Era uma geração que tinha consciência da importância do corpo, da música, da alimentação, da poesia, da alma —de tudo. E de repente, cara, aquilo sumiu.

Por quê? 
Por causa das butiques. De repente o hippie virou só o exterior. Começou o hippie de butique. Minha mulher foi hippie de butique! [risos] O sistema absorveu tudo dos hippies, como a roupa, que era uma maneira de identificar a tribo. A música foi para as grandes corporações.

Você ainda se sente hippie? 
Sempre serei. Uma vez que você viveu essa experiência, ela te abriu certas portas. Não estou falando de drogas. Já viu que [a maconha] é liberada aqui? Apesar de ser liberada, eu não fumo. A última vez foi em 1982, em Amsterdã. Aí parei [com drogas].

Parou por quê? 
Ficou repetitivo. Cocaína eu parei em 1974, no dia da renúncia do Nixon. Vi que, se eu continuasse com aquilo, eu estava ferrado, ia me enganchar. Cria-se um mito [proibindo as drogas] —descontando cocaína e heroína. Heroína é o Demônio. Cocaína te dá todas as ilusões que o Demônio te dá, a ilusão e poder.

O Demônio? 
Falo pelo meu conhecimento prático do Demônio! [risos]

Na biografia que Fernando Morais escreveu sobre você, ele descreve uma cena em que você acredita ter sido visitado pelo Demônio. Era uma bad trip de LSD, afinal? 
Eu achei que era uma bad trip, mas era real. Não é o que eu acredito, eu tenho certeza. O diabo existe, sim. Eu me lembro da neblina, de achar que ia morrer. Como eu vou explicar isso? Fui visitado pelo Diabo. Naquela época tinha a barra pesada que eu frequentava [o satanismo].

Como homem religioso, como você vê a ascensão das igrejas pentecostais? E Edir Macedo? 
Vejo com grande admiração, que ele não tem por mim. Podendo falar mal, ele vai falar. Ele conseguiu colocar todas as coisas nos eixos, apesar da perseguição.

Muitos veem em figuras como ele o conservadorismo que você diz atacar no livro. 
Isso você vai encontrar no catolicismo também.

Mas de onde vem então o conservadorismo que você critica? 
O sistema todo. Não é esse conservadorismo religioso. As pessoas já têm medo de dizer qualquer negócio. “Ah, eu como carne.” “O quê?! Pelo amor de Deus! Você é assassino!”. São coisas que vêm desde a noite dos tempos e que ficaram politicamente incorretas.

Então você se preocupa é com o politicamente correto. 
Vivo horrorizado com isso. O politicamente correto é a morte do politicamente correto. Quando você impõe uma coisa [ela não dá certo].

Você escreveu muitos livros com personagens femininas. Hoje há quem diga que um homem não poderia ou saberia assumir o ponto de vista de uma mulher. Fala-se em lugar de fala. 
Prefiro nem saber disso. Você vê se pode? [Dirigindo-se a sua mulher] Cristina, existe o chamado lugar de fala, a chamada apropriação indébita cultural. Já vi isso de roupa, não pode usar turbante… É isso?

Está relacionado. Diz-se que um homem não saberia nunca o que é ser mulher. 
Claro que eu sei o que é ser uma mulher. Claro que eu tenho sangue de mulher. Eu sou extremamente feminino. Porra, eu vejo umas críticas na Amazon sobre “O Alquimista”. O personagem vai viajar e volta para o oásis para encontrar a mulher. Começaram a aparecer críticas dizendo que é absurdo, que a mulher fica esperando e o homem sai. Porra, não existe isso. Dão uma estrela [na avaliação que vai até cinco].

Você teme que sua obra passe por uma revisão? 
Espero que pare por aí. Isso não pode, cara. Você vai matar a literatura. Não dá para pegar a arte e fazer uma releitura politicamente correta. Em sua essência, ela é politicamente incorreta. O que eu acho correto é esse movimento de dar voz à mulher, quando ela é estuprada, por exemplo.

Você acompanhou o caso Harvey Weinstein? Você o conhecia? 
Conheci nas circunstâncias mais surrealistas. Ele não sabe ouvir não. Um vez ele comprou os direitos de “O Alquimista”, da Warner, e queria anunciar em Cannes. Disse que ia fazer uma conferência no domingo, às 10h. Eu disse que estava fora. Desconversei. Pensei: amanhã vou desligar o celular e, quando acordar, ao meio-dia, já vai ter acabado.

Sete da manhã batem na minha porta. Achei que ia parar. Quando deu 8h30, vejo a fechadura se mexer. Eu estava como durmo sempre, nu. Botei uma cueca, não acreditava!

Entraram quatro pessoas, disseram que o Harvey estava me esperando. Eu disse “Já falei que não vou, não vou, não vou. Falaram que iam perder o emprego se não me levassem, que eu era uma lenda. Você já viu uma lenda de cueca dormindo em Cannes sozinha?

Eles me botaram no telefone com ele, ele disse que eu estava prejudicando um projeto caríssimo. Botei todos para fora, depois fui ver as imagens das câmeras com o gerente do hotel. Tinham pegado a chave com a camareira.

Depois tive mais três encontros com ele. Ele consegue ser sedutor e mandão ao mesmo tempo. Eu posso dizer que ele tentou invadir meu quarto! Sexual harassment! [assédio sexual] É um cara sem limites!

Por que desta vez você pediu para não falar de política? 
Desencanto. Parece que o intelectual tem a única função de assinar manifesto. Eu não assino. Recebi convite para ir com a Malala e o Justin Trudeau falar de direitos humanos na ONU. Eu digo que estou fora.

Obras de arte e exposições sofreram diversos ataques no ano passado, como no caso da exposição ‘Queermuseum’. Isso preocupa você? 
Ele coloca a pergunta como quem não quer nada, Cristina. Não vou falar nada. A arte sempre teve esse papel contestador. Você não vai me queimar, né?

Com o que você está preocupado? 
Não estou. Acho que me segurei bem até agora. Mas posso dar uma escorregada. Meu público é de esquerda e de direita.

Você postou, no dia da prisão do Lula, uma ironia contra o Judiciário e a Lava Jato, dizendo que agora era como se toda a corrupção do Brasil estivesse resolvida. 

Foi na condenação dele. No dia da prisão eu chamei o Lula de babaca. Já tive minhas ilusões com esses caras todos. E vi erro após erro após erro —não estou falando de tríplex, mas de erro político.

Você acha que o impeachment foi golpe? 
Não vou falar de política. Vão dizer que eu sou isentão.

Você já falou muito de política até agora. 
Não é irritante esse negócio de manifesto? Todo dia eu recebo um.

Você acha a prisão do Lula justa? 
Não vou falar. Mas não me põe [no jornal] como isentão.

Você pode responder algo. 
O Lula foi uma profunda decepção. Lamento muito. Era uma pessoa que eu achava que podia fazer muita diferença, que seria o melhor político. Se fosse, seria que nem o Salvador Allende. Foi isso que eu postei: o Lula vai se entregar? Porra, o cara é um babaca. Ele está no sindicato cercado.

A prisão é justa? 
Essa história do tríplex é mal contada. O Poder Judiciário no Brasil ficou visível demais, quando ele não o é em nenhum país. As pessoas [os juízes] terminam tendo que atender a certos clamores. Você acha que essa história do tríplex [faz sentido]?

Não sou o entrevistado aqui, não é? Esse livro parece ter um desencanto com a esquerda… 
O desencanto já tinha ocorrido [quando escrevi]. Se tiver que resumir a história da minha vida: esquerda, passeatas, gás lacrimogêneo, Marx, Engels, Heidegger. Depois, manual de guerrilha, aquelas coisas, e então a fase hippie. Logo em seguida o Raul [Seixas, de quem foi parceiro musical]. Não teve uma volta minha para a esquerda.

Você fez campanha para o Lula. Você é de esquerda, não? 
Quem era a alternativa? Fazer campanha por uma pessoa em quem você acredita e depois desacredita... É um mundo de desilusões, cara. [Coelho pede para o repórter desligar o gravador para falar em privado, depois a entrevista recomeça.]

Você já teve decepções pessoais com o PT também, não?
Houve uma vez em que Lula visitou o morro do Pavão-Pavãozinho e não foi ao projeto social que você tem lá. Como você se sentiu? Eu nunca fui prestigiado pelo PT. Um belo dia [em 2006] eu fui convidado para visitar a rainha[Elizabeth 2ª]. Lula era presidente. Vinha no convite o traje: gravata branca [nível mais formal do traje masculino de gala].
Aí vi uma matéria dizendo que a delegação brasileira ia de terno e gravata. Pensei: “Estou livre! Não vou ter que ir de white tie!” Aí me responde o Palácio [de Buckingham]: “Você não é convidado do seu governo, não te colocaram na lista, você é convidado da rainha. Tem que vir de white tie, sim”.

Mas o que aconteceu lá? 
Estava fumando com uma amiga minha da realeza, chega um assessor do Lula e diz: “O presidente quer falar com você”. Vamos lá. Atravessamos aquele palácio, uma cena inesquecível. Vou aos aposentos do Lula pensando: “Porra, por que o Lula me chamou?”. No meio da conversa, ficou claro que ele estava se justificando para mim, por eu ter apoiado o José Dirceu, e ele não.

Isso foi em 2006, logo após Dirceu ser cassado, no Mensalão, e quando passou Réveillon na sua casa e vocês se aproximaram. 
Ele jogou o José Dirceu como boi de piranha. Viu que eu apoiei o Zé Dirceu, que eu nem conhecia  —vi esse cara sofrendo. Era um ano que quem queria ir lá para casa era o Hugo Chávez! [risos] E o Lula se justificou, o que eu acho uma declaração muito esquisita. Ele pode até negar, mas dona Marisa estava junto. Ele jogou o Dirceu aos cães. Ele foi cassado?

Foi, perdeu o posto de deputado em 1º dezembro de 2005. 
Foi minha grande decepção com o Lula. Uma das qualidades que eu prezo é a lealdade. Nessa entrevista [de Dirceu à Folha, publicada em 20/4], o Zé diz que dedicou a vida dele ao Lula. Como é que o Lula deixa isso acontecer? E sentiu necessidade de me explicar, o que é meio bizarro.

Você conta no livro a tortura que sofreu na ditadura militar. Isso assombrou você por muito tempo? 
Porra, muito, até 1977. Agora não mais. É muito difícil.

Como você viu o deputado Jair Bolsonaro falando o nome do coronel Brilhante Ustra, durante o impeachment? Ou os pedidos de volta do regime militar? 
Fiquei muito chocado. Acho que torturador não tem perdão. Passei a ser membro da Anistia Internacional por causa disso. É um crime hediondo.

Você também menciona suas passagens pelo hospício, quando não tinha problema psiquiátrico algum. Fernando Morais, contudo, levantou a suspeita de um episódio que pode ter natureza psiquiátrica na sua vida: quando você teve um pensamento suicida, desistiu e, ouvindo o Anjo da Morte dizer que não podia ir embora de mãos vazias, resolveu sacrificar uma cabra do vizinho. 
Isso era uma peça do conde de Lautréamont, que o Fernando confundiu.

Afinal, o que é ser mago, como você se define? 
É o que eu sou. Hoje, quando eu sabia que você vinha, pensei que podia ter te levado para mostrar as habilidades e você contar no jornal [Cristina intervém: “Eu falei para você ir para a floresta naquela hora que estávamos no carro”]. É mais interessante que a feira do livro [de Genebra, em curso até o dia seguinte]. Qualquer pessoa pode desenvolver seu poder. É uma questão de disciplina. Mas isso não é nada perto da comunhão com Deus. Eu sou mago, o que posso dizer? E um bom mago.

Você postou outro dia um texto defendendo que você precisava ser estudado. Você ainda se sente ofendido com as críticas do começo da carreira? 
Postei mais pela matéria, o título quem deu foi o jornalista do Estadão.

Esse texto questiona por que, na sua nova editora, a Companhia das Letras, você passa a ser publicado num selo chamado Paralela [que é dedicado a lançamentos de cunho mais comercial]. O artigo questiona por que não o colocaram ao lado de Raduan Nassar e por que você aceitou. 
Não tinha a menor noção e continuo sem ter. Meu contato foi todo com o Matinas [Suzuki, diretor da Companhia das Letras]. E ele disse que iam me botar no selo Paralela. Isso de selo não tem nada a ver com ninguém. Que diferença isso faz? Nenhuma. Quem presta atenção em selo? Eu li [o artigo] dizer isso, mas não entendi.

Mas você faz essa separação entre literatura comercial e ficção literária? 
Quem faz é o crítico. Vamos ser bem claros: não há críticos. Você fala para 15 mil pessoas [na coluna Painel das Letras] que leem isso, aquilo e aquilo outro. A panelinha valoriza o crítico de uma maneira… Eu já teria sido destruído se tivesse necessidade de agradar crítico. Mas, voltando ao mago, como você conta no jornal coisas em que você não acredita?

Eu apenas relato como você disser. 
Vou te contar então. Eu estava fazendo um caminho baseado em sonhos. Todo dia eu sonhava e tinha que cumprir. [O sonho dizia] vai para um ponto de ônibus, e eu ia. Não acontecia nada.
Aí um dia eu estou voltando de uma montanha, dirigindo e —pumba!— sinto uma presença ao meu lado que não quero nem olhar. Ela diz: “Ah, você quer ser famoso? Você sabe o que é ser famoso?”.
E começou a descrever tudo. Eu levei um susto, achei que ser famoso era todo mundo gostar de você. A presença disse: “Você tem que decidir amanhã. Você vai sonhar onde vamos nos encontrar e me dá uma resposta”.
Sonhei com uma montanha e um teleférico. No dia seguinte, fui lá. Na hora H, a presença se mostrou. “Decidiu?” Disse que eu queria pedir um favor, pedi mais três anos para decidir. “Volto aqui em 27 de setembro de 1992 e faço um compromisso.”
Quando voltei para o Brasil, “Brida” saiu em 1990, e a porrada veio. Antes eu tinha vendido muito, mas ninguém me conhecia. Eu me lembrava da presença e ria. Não levei a sério [as críticas] e não levo. Eu já sabia que isso ia acontecer.
Voltei em 1992 e assumi o compromisso. Para o resto da vida.
[Cristina: “Quando você me contou essa visão, é tão milagrosa, essa do anjo…”] Eu nem falei em anjo, falei em criatura.

Deus 
O maior número de ocorrências, 16 a cada 1.000 palavras, é em “Maktub” (1994). O título do livro significa “estava escrito” e é o mesmo da coluna que o escritor manteve na Folha ao longo de um ano, com textos reunidos no volume.  

Magia 
A maior ocorrência é —coerentemente— em “O Diário de um Mago” (1987). São 11 menções a cada 1.000 palavras.

Fé 
Para um autor associado a aspectos místicos, aparece relativamente pouco —quando muito, 2 menções a cada 1.000 palavras

Anjo
Em “As Valkírias”, aparece 17 vezes a cada 1.000 palavras. Fácil de entender: no livro de 1992, Paulo, o próprio, se dedica a tentar conversar com seu anjo da guarda. Para isso, passa, como Cristo, 40 dias num deserto —no caso, o do Mojave. 

Deus e anjo
As palavras têm suas segundas maiores ocorrências no livro “O Monte Cinco”.  “Deus” aparece 14 vezes a cada 1.000 palavras na obra. Natural. O protagonista da obra é o profeta Elias —profetas, diz a tradição,  se comunicam  com Deus. “Anjo” aparece 6 vezes a cada 1.000 palavras na obra —anjos são emissários de Deus.

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