Coala Festival une gerações com Gil, Milton, Baco Exu do Blues e Luedji Luna

Evento de música brasileira ocupa Memorial da América Latina em 1º e 2/9

Victoria Azevedo
São Paulo

Em 2014 e 2015, eram 6.000 pessoas. Em 2016, 10 mil. Em 2017, 12 mil. Agora, em 2018, são esperadas 25 mil para o quinto ano do Coala Festival, evento dedicado à música brasileira que acontece em São Paulo, no Memorial da América Latina, em 1º e 2/9.

Pela primeira vez com dois dias de shows, o evento une diferentes gerações da música nacional no line-up. De um lado, estão veteranos como Gilberto Gil e Milton Nascimento. De outro, nomes que estão despontando na cena, como o rapper Baco Exu do Blues e a cantora Luedji Luna.

Para Gabriel Junqueira de Andrade, 28, fundador do Coala, a música brasileira “está “mais pulsante do que nunca”. 

Ele também assina a curadoria ao lado do jornalista e produtor musical Marcus Preto. Para Andrade, o olhar curatorial é voltado às “bandas que têm o potencial de ser os grandes nomes da música brasileira no futuro”.

“Se Caetano [Veloso] tivesse 20 anos hoje, ele tocaria no Coala”, diz. E, de fato, tocou. Só que aos 75 e como atração principal da edição passada.

Outra característica do line-up é a forte presença de artistas vindos da Bahia. Baco Exu do Blues canta o álbum “Esú” (2017), de trap, rap e música brasileira. As cantoras Xênia França e Luedji Luna mostram os CDs “Xenia” (2017) e “Um Corpo no Mundo” (2017), respectivamente.

Completam a escalação baiana o grupo ÀTTØØXXÁ, que mistura pagode e eletrônica, e Gilberto Gil, com setlist ancorado em hits como “Palco” e “Toda Menina Baiana”.

Também do Nordeste, marcam presença os pernambucanos Johnny Hooker, com o dançante “Coração” (2017), e o grupo Academia da Berlinda, que recebe a cantora Lula Lira, filha de Chico Science (1966-1997).

Do Rio de Janeiro virão os cantores Rubel, com o recém-lançado “Casas”, que mistura MPB, rap, R&B e eletrônica, e Milton Nascimento, que contará com a participação de Criolo em seu show.

Os artistas, que saíram na turnê conjunta “Linha de Frente”, em 2014, devem interpretar marcos de suas respectivas trajetórias. A ideia deste encontro partiu dos próprios curadores do Coala.

“Criolo é um gigante, extrapolou tudo o que você possa imaginar. Poucas pessoas hoje têm a capacidade musical dele. Ele já está credenciado como um dos grandes da música brasileira”, diz o veterano à Folha.

Representando São Paulo estão o rapper Mano Brown, do Racionais MC’s, com seu primeiro álbum solo, “Boogie Naipe” (2016), e o bloco afro Ilú Obá de Min, formado exclusivamente por mulheres. 

No dia da apresentação, elas recebem Juçara Marçal e Elza Soares. A música “Banho”, que está no recém-lançado disco “Deus É Mulher”, de Elza, e que conta com a participação do grupo, deve entrar na lista.
Por fim, única atração meio internacional, a banda Francisco, el Hombre, de brasileiros e mexicanos, mostra seu som latino-americano.

Coala Festival
Dias 1º e 2/9, no Memorial da América Latina. Ingressos: R$ 120 (R$ 60, meia-entrada) para um dia e R$ 110 para os dois, em totalacesso.com

 

Confira o lineup do evento.

Sábado, dia 1º/9
- Academia da Berlinda part. Lula Lira
- ÀTTØØXXÁ 
- Baco Exu do Blues 
- Francisco, el Hombre 
- Gilberto Gil 
- Xênia França

Domingo, dia 2/9
- Ilú Obá de Min convida 
Elza Soares  e Juçara Marçal
- Johnny Hooker
- Luedji Luna
- Mano Brown
- Milton Nascimento part. Criolo
- Rubel

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