Dominado pelo pop, Rock in Rio Lisboa começa neste sábado (23)

Programação mescla artistas do Brasil e de Portugal com destaques da cena internacional

Giuliana Miranda
Lisboa

Dominado pela música pop, o Rock in Rio começa neste sábado (23) sua sétima edição em Lisboa. 

A programação mescla artistas do Brasil e de Portugal com destaques da cena internacional. 

Estreando nos palcos do Rock in Rio (e já confirmada para edição carioca em 2019), a brasileira Anitta é uma das protagonistas do domingo (24) em Lisboa. Os ingressos para este dia —que conta ainda com Demi Lovato, Bruno Mars e o português Agir— estão esgotados há meses. 

No primeiro fim de semana, passam ainda pelo palco Mundo: Muse, Bastille, HAIM e a sensação do pop português Diogo Piçarra.

No próximo sábado (29), é a vez de The Killers, James, The Chemical Romance e HAIM, além dos veteranos do rock português Xutos e Pontapés.

Fechando a programação, o dia 30 marca o retorno de Ivete Sangalo aos palcos do Rock in Rio Lisboa. 

A cantora baiana se apresentou em todas as edições do festival realizadas em Portugal. Na última, em 2016, Ivete subiu ao palco em dois dias diferentes. após substituir às pressas Ariana Grande, que ficou doente na véspera do show.

O dia tem ainda Katy Perry, Jessie J e Hailee Steinfeld.

Para conseguir ter espaço entre a concorrida agenda dos festivais que movimenta o verão europeu, o Rock in Rio passa por algumas mudanças ao aportar na capital portuguesa.

"O Rock in Rio está inserido num mês em que há festivais pelo continente todo. Então nós apresentamos um produto completamente diferente [dos outros festivais], mais voltado para o pop, com um parque temático", diz Ricardo Acto, vice-presidente de operações do Rock in Rio.

Outro ponto que chama a atenção é o preço dos ingressos, comparativamente mais baratos do que no Brasil. 

Um dia de festival em Portugal sai a 69 euros, o equivalente a 10,2% do salário mínimo português, que é um dos mais baixos da Europa. 

No Brasil, o ingresso da última edição, em 2017, custou R$ 455, equivalente a 48,55% do salário mínimo então vigente no país. 

Para o vice-presidente de operações do Rock in Rio, o valor cheio do ingresso no Brasil acaba mais alto por conta da lei da meia entrada. 

"A existência da lei da meia entrada no Rio faz com que, na prática, ao tentar se beneficiar um grupo, faz-se com que outras pessoas sejam penalizadas. Ou então a conta não fecha. O primeiro pilar da sustentabilidade é econômico", diz. 

Segundo Acto, no Brasil, mais de 60% dos ingressos vendidos vendidos são em regime de meia entrada. Em Portugal, não existe legislação nesse sentido.

Outro ponto de diferença entre os festivais nos dois países é o tempo e os recursos dedicados à burocracia.

"Uma parte que no Brasil é muito grande, e que em Portugal é quase inexistente, é a questão das burocracias. A diferença é que no Rio nós temos de ter quase que um departamento inteiro só para gerir órgãos públicos e licenças. Aqui, esta parte é muito mais simples", avalia.

Assim como no Brasil, o festival terá uma série de outras atividades além dos shows principais.

Há mais quatro palcos (Music Valley, EDP Rock Street, Super Bock Digital Stage e Yorn Street Dance), uma rua dedicada às culturas africanas, uma área que homenageia a cultura pop (Pop District) e uma arena para vídeo games.

Outra novidade é a instalação de um mini parque dos dinossauros, com reproduções desses gigantes da pré-história. 

A já tradicional roda-gigante também marca presença na versão portuguesa.

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