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Ao unir pobres e ricos, suspense teen Elite tem lá sua graça

Com cenas longas e ritmo mais lento, produção da Netflix tem parentesco com a série americana Gossip Girl

María Pedraza e Itzan Escamilla na série "Élite"
María Pedraza e Itzan Escamilla na série "Élite" - Divulgação
Teté Ribeiro
São Paulo

Élite

  • Onde Disponível na Netflix

A minissérie espanhola "Elite" tem algum parentesco com "Gossip Girl", a série americana do canal CW que teve seis temporadas entre 2007 e 2012 e revelou a atriz Blake Lively. Mas a trama de agora se passa na Espanha, em oito episódios de 40 a 50 minutos, que começam com uma escola pública desmoronada após um terremoto, com seus alunos espalhados por outros colégios.

Nadia, uma muçulmana, Christian e Samuel, de famílias muito pobres, ganham bolsas para estudar em Las Encinas, a instituição privada onde os mais ricos do país matriculam seus filhos. Eles acham que deram sorte no começo, mas não é bem isso que os espera. São considerados quase seres de outro planeta quando começam a conviver com os garotos e garotas filhos de pais milionários.

Um assassinato acontece. E isso não é um spoiler: a primeira cena mostra um dos adolescentes pobres coberto de sangue e, depois, sendo interrogado por uma detetive. Os interrogatórios dela com os alunos seguem por todos os episódios. A vítima é revelada no fim do primeiro capítulo.

Os seguintes alternam cenas na delegacia com flashbacks do que aconteceu quando os meninos ricos e os pobres começaram a conviver. Como ocorre em quase todos os encontros entre jovens que se conhecem, há paixões proibidas, sexo, drogas, brigas e implicâncias.

Samuel, um dos novos alunos, tem um drama extra em casa. Seu irmão, Nano, acabou de sair da prisão e vai tentar dar um golpe na família de uma colega dele, Marina. Mas ela é justo a menina por quem Samuel está apaixonado.

Nadia também tem problemas. Seus pais são muito rígidos e exigem que ela cubra a cabeça sempre que sai de casa. Na porta da escola, ela tira o hijab antes de entrar na classe. Seu irmão é o traficante que vende haxixe para os alunos ricos e sente atração por um de seus clientes.

Christian, por sua vez, se interessa por uma menina que tem namorado, mas ela também dá bola para ele. Só que tudo não passa de um jogo cruel.

O ritmo da história não tem nada de hollywoodiano, é mais lento, com cenas longas, silêncios, tons escuros. O telespectador tem de se acostumar a um outro tipo de linguagem para apreciar "Elite". Não é um programa imperdível, mas tem lá sua graça.

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