Kevin Hart desiste de apresentar Oscar após ser acusado de homofobia

Mensagens homofóbicas publicadas no Twitter de 2009 e 2011 geraram críticas ao humorista

O ator Kevin Hart no lançamento do filme 'Night School" em setembro deste ano
O ator Kevin Hart no lançamento do filme 'Night School" em setembro deste ano - Frederic J. Brown/AFP
São Paulo

O ator e humorista Kevin Hart anunciou na madrugada desta sexta-feira (7) pelo Twitter que não irá mais apresentar a cerimônia do Oscar de 2019. Ele havia sido anunciado como anfitrião da festa na quinta-feira.

A decisão foi tomada após o Hart ser acusado de homofobia por uma série de publicações feitas no Twitter de 2009 a 2011. Em uma delas ele diz que se um filho seu quisesse brincar com uma casa de bonecas ele iria "quebrá-la na cabeça dele e dizer 'pare, isso é gay'". As postagens foram apagadas.

Na rede social, o ator diz que iria desistir de apresentar o Oscar porque não queria "ser uma distração em uma noite que deve ser celebrada por muitos artistas talentosos". Ele também pediu desculpas à comunidade LGBT e disse que continua "evoluindo". 

Horas antes do anúncio, Hart havia se defendido em um vídeo onde disse que "se vocês não acreditam que uma pessoa muda, cresce e evolui ao ficar mais velha, não sei o que dizer". 

Na quinta, Hart disse que trabalhar no Oscar seria a maior oportunidade da sua vida.

Nascido na Filadélfia, o ator de 39 anos atuou em "Policial em Apuros" (2014) e "Um Espião e Meio" (2016). Ele também aparece na mais recente versão de "Jumanji", lançada no fim do ano passado, atuando ao lado de Dwayne Johnson, Karen Gillan e Jack Black.

A próxima cerimônia do Oscar está marcada para 24 de fevereiro.

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