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Woody Allen move ação de US$ 68 mi contra a Amazon, que engavetou pacote de filmes

Longa concluído há seis meses está parado no estúdio e outros três nunca devem sair do papel

São Paulo

O diretor Woody Allen está movendo uma ação contra a Amazon Studios por a empresa dar para trás no acordo de produzir quatro filmes, motivada por "alegações de 25 anos, sem embasamento", segundo Allen. 

A alegação em questão é a de que Allen teria molestado Dylan Farrow, filha adotiva de sua então mulher, Mia Farrow. Na época, o cineasta afirmou que Mia manipulou a garota.

O processo contra a Amazon Studios, que corre em Nova York, pede US$ 68 milhões (cerca de R$ 253 milhões) em pagamentos de garantia pelos quatro filmes, além de indenização por danos e honorários dos advogados.

O primeiro deles,  "A Rainy Day in New York", com Timothée Chalamet, Diego Luna e Elle Fanning, está concluído há mais de seis meses, mas sem perspectiva de lançamento. 

Segundo o diretor, a Amazon se recusou a estrear o longa sem apresentar razões sólidas. “Essa alegação [de molestar a filha] já era bem conhecida da Amazon (e do público) antes de a Amazon firmar quatro acordos separados com Allen —e, em qualquer caso, não fornece uma base para rescindir o contrato”, diz o texto da ação. "Simplesmente não havia base legítima para a Amazon renegar suas promessas."

Embora o caso seja antigo, entre a assinatura do contrato com a Amazon e o não lançamento do filme  do consagrado diretor está a onda antiassédio que tomou os EUA após o movimento #MeToo, em 2017.

Selena Gomez e Timothée Chalamet em 'A Rainy Day in New York'
Selena Gomez e Timothée Chalamet em 'A Rainy Day in New York', de Woody Allen - Divulgação
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