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Bill Cosby encerra processo de difamação com acordo judicial

Ex-comediante americano atualmente cumpre pena por abuso sexual

Nova York | Reuters

Condenado por abuso sexual em setembro do ano passado, o ator americano Bill Cosby chegou a um acordo nesta sexta (5) em relação a outro processo, este de difamação. Nele, sete mulheres acusavam o ex-comediante de as desmentir falsamente quando elas tornaram públicas agressões sexuais antigas.

O acordo encerra uma briga judicial que precede a condenação de Cosby, 81, por drogar e agredir sexualmente uma mulher, Andrea Constand, em sua casa em 2004. Cosby atualmente cumpre uma pena de três a 10 anos de prisão pelo crime, embora seus advogados planejem recorrer.

Ele foi a primeira celebridade condenada por comportamento sexual inapropriado desde o surgimento do movimento MeToo, que lançou luz sobre os padrões de assédio e abuso sexual no show business americano.

O acordo inclui sete das cerca de 50 mulheres que se pronunciaram durante a última década para relatar casos de abuso sexual cometidos pelo antes amado astro da série “The Cosby Show”, então conhecido como "pai da América".

Todas as alegações, com exceção da de Constand, eram muito antigas para serem julgadas, o que motivou as sete mulheres a entrarem com um processo por difamação quando Cosby as acusou de estarem mentindo.

“Todas as requerentes estão satisfeitas com o acordo”, disseram os advogados de Cosby em documentos entregues à Corte Distrital de Springfield, no estado americano de Massachusetts, perto de uma das casas do ator. Eles não divulgaram os termos do acordo.

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