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Filme sobre ocupação de cinema vence festival É Tudo Verdade

'Cine Marrocos', de Ricardo Calil, levou prêmio de melhor documentário brasileiro

Cena de "Cine Marrocos", documentário de Ricardo Calil, exibido no É Tudo Verdade
Cena de "Cine Marrocos", documentário de Ricardo Calil, exibido no É Tudo Verdade - Divulgação
São Paulo

O filme "Cine Marrocos", de Ricardo Calil, foi o vencedor da competição de longas-metragens brasileiros do festival É Tudo Verdade, o mais importante do gênero documental no país. 

Aqui, o diretor de "Uma Noite em 67" volta suas lentes para um antigo cinema paulistano que foi ocupado por uma população que inclui sem-tetos, refugiados e imigrantes. Eles são levados, então, a reencenar trechos dos filmes que foram exibidos ali, décadas antes. O filme teve avaliação máxima em crítica da Folha

"Estou Me Guardando para Quando o Carnaval Chegar", de Marcelo Gomes, ganhou menção honrosa. A obra do pernambucano retrata a rotina de uma cidadezinha no agreste que se notabilizou por suas confecções de calça jeans. 

O anúncio foi feito neste domingo (14), em São Paulo. 

Na competição internacional, o vencedor  foi "O Caso Hammarskjöld", de Mads Brügger, que acompanha a reabertura das investigações sobre a morte do sueco que dá nome ao filme, secretário-geral das Nações Unidas que sofreu um acidente de avião na atual Zâmbia enquanto negociava um cessar-fogo.

O júri ainda concedeu prêmio especial a "Meu Amigo Fela", de Joel Zito Araújo, sobre o multi-instrumentista nigeriano Fela Kuti, e menção honrosa a "Hungria 2018", de Eszter Hajdu, que acompanha as turbulentas eleições que levaram ao poder o xenófobo Viktor Orbán. 

Como o melhor título latino, o escolhido foi "Piazzolla: Anos do Tubarão", de Daniel Rosenfeld, que tece um retrato do compositor Astor Piazzolla, um dos grandes mestres revolucionários do tango. 

Entre os curtas, os premiados foram o brasileiro "Sem Título # 5: A Rotina Terá Seu Enquanto", em que o diretor Carlos Adriano combina imagens de uma viagem de trem a trechos de um filme do japonês Yasujiro Ozu, e o chileno "Nove Cinco", de Tomás Arcos, que rememora o terremoto que sacudiu o Chile em 1960.

Ainda entre os curtas, o americano "Lily", de Adrienne Gruben, recebeu menção honrosa por seu retrato de  Lily Renée, que fugiu da Áustria ocupada pelos nazistas e se tornou, nos Estados Unidos, uma das primeiras mulheres na indústria dos quadrinhos, nos anos 1940. 

Como saíram vencedores no É Tudo Verdade, tanto "Cine Marrocos" quanto "Sem Título # 5: A Rotina Terá Seu Enquanto" estão automaticamente qualificados para tentar uma vaga no Oscar nas categorias de melhor longa e melhor curta documental, respectivamente. 

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