Descrição de chapéu Moda

PatBo leva Brasil vintage à SPFW como antídoto para mercado interno desbotado

Designer Patricia Bonaldi investe na imagem tropical que se encaixa no gosto das estrangeiras

Pedro Diniz
São Paulo

Qual é a cara do país no exterior? A julgar pelo desfile da grife PatBo, irmã mais jovem da marca homônima de Patricia Bonaldi, é o Brasil das araras, dos biquínis cortininha e dos bordados coloridos.

Desde que a grife entrou na vitrine da Saks, em Nova York, a estilista mineira passou a investir na imagem tropical que vem dando certo na ponte aérea. Agora ela resgata a modelagem vintage, maior e que encaixa no gosto das estrangeiras, e as cores doces que dão um tom de praia dos anos 1960.

O padrão das roupas são similares às que ela desfilou na temporada passada, com folhagens e cartela concisa de crus. Mas a designer injeta mais cor dessa vez, com bases de rosas, verdes e azul celeste.

O styling de Daniel Ueda rememora o Brasil da bossa nova, com tecidos dobrados na cabeça e óculos de gatinho com armação colorida. É uma imagem de frescor tropical, ainda que o resultado não seja exatamente novo.

As bolsas de palha são um dos pontos fortes desta coleção, que traz pela primeira vez uma pequena mas consistente linha de peças masculinas da PatBo. Estampadíssimos, os conjuntos de camisa curta e calça de corte reto, ambas de linho, são daquelas para turista nenhum reclamar.

Tudo parece embalado em papel de presente colorido para exportação, o que não parece nem um pouco errado nesse clima gélido e desbotado do mercado brasileiro de moda.

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.