Maquete da Roma Antiga levou 35 anos para ser construída

Arqueólogo italiano Italo Gismondi utilizou mapas e modelos de construções antigas

Maquete 'Plastico di Roma' reconstrói a paisagem de Roma no século 4 d.C.
Maquete 'Plastico di Roma Imperiale' reconstrói a paisagem da Roma Antiga - Jean-Pierre Dalbera/Flickr
São Paulo

O que um dia foi a mais cidade mais poderosa do mundo, hoje só restam ruínas. Mas foi com a ajuda desses escombros e de mapas do século passado que o arqueólogo italiano Italo Gismondi conseguiu reconstruir a paisagem de Roma no século 4 d.C., quando a cidade atingiu seu maior tamanho sob o comando de Constantino I.

Gismondi dedicou-se durante 35 anos neste projeto para conseguir montar a maquete, feita em gesso, que tem um pouco mais de 16 metros de comprimento e escala de 1:250. O projeto foi encomendado em 1933 por Mussolini para comemorar o nascimento de Augusto (63 a.C.) —fundador do Império Romano.

 
Para conseguir alcançar tamanha precisão, o arqueólogo usou um mapa feito pelo arqueólogo italiano Rodolfo Lanciani, em 1901, para montar o núcleo principal da cidade, enquanto as habitações residenciais e outros locais sem vestígios arqueológicos foram criados a partir de modelos de construções antigas.

Conhecida como “Plastico di Roma Imperiale” (maquete da Roma Imperial, em tradução livre), a maquete foi finalizada em 1971. Ela fica exposta no Museu da Civilização Romana, em Roma, que está fechado desde 2017 para reformas. É considerada uma das referências mais importantes da Roma Antiga e foi usada, inclusive, pelo diretor Ridley Scott para filmar algumas cenas do filme "O Gladiador".

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