Gravadora escondeu perda de 500 mil originais em incêndio de 2008

The New York Times diz que fogo destruiu gravações de artistas como Louis Armstrong e Nirvana

São Paulo

Há 11 anos, um incêndio destruiu uma parte dos estúdios da Universal em Hollywood, na Califórnia.  

Na época, a empresa disse que o fogo destruiu o parque temático do filme “King Kong” e um cofre de vídeo que continha apenas cópias de trabalhos antigos.

Uma reportagem no The New York Times revelou, nesta terça-feira (11), que a perda foi na verdade muito maior. O incêndio também destruiu masters de grandes artistas desde Louis Armstrong até Elton John.

 
A entrada da Universal City, na Califórnia, em foto de 2003 - Fred Prouser/Reuters

Uma master é a gravação original única de uma peça musical. Por isso ela é tão importante: é a fonte a partir da qual discos de vinil, MP3s e todas as outras gravações são feitas.

O incêndio começou na madrugada de 1º de junho de 2008. As chamas alcançaram o Edifício 6.197, conhecido como cofre de vídeo, onde também ficava uma biblioteca de gravações de som de propriedade da Universal Music Group.

O incêndio foi notícia em todo o mundo com destaque para a destruição do cofre mas, segundo a reportagem, a maioria dos veículos de notícias consideraram que o desastre maior havia sido evitado.

A extensão real da perda foi apresentada em documentos da empresa obtidos pelo The New York Times.

De acordo com o jornal americano, um relatório confidencial da gravadora estimou uma perda de cerca de 500 mil masters, entre discos e arquivos de computador . Originais de Nirvana, Eric Clapton, Ray Charles, B.B. King, Billie Holiday, Ella Fitzgeral, Tupac Shakur e Aerosmith estariam entre o material destruído.

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