Descrição de chapéu The Washington Post Cinema

No ranking dos 12 filmes dos X-Men, onde fica 'Fênix Negra'?

O primeiro longa chegou aos cinemas em 2000 e abriu o despertar dos geeks no cinema

David Betancourt
The Washington Post

Houve um tempo em que X assinalava o xis da questão em matéria de filmes de super-heróis.

Os X-Men são os pais fundadores da era atual de capas e superpoderes que hoje domina os cinemas não apenas no verão, mas o ano inteiro.

Esses filmes já passaram por reboots  —quando uma história chega ao fim e resolvem recomeçar ela do zero, com outra narrativa—, descobertas improváveis e conseguiram chegar a uma dúzia em quase 20 anos.

Embora hoje já não sejam a força cultural que foram no passado —especialmente comparados aos filmes da Marvel Studios, que não existiam quando “X-Men” chegou aos cinemas em 2000—, não há como negar o lugar singular deles na história, assinalando o início de um despertar dos geeks no cinema.

A seguir, o ranking dos 12 filmes “X-Men”.

12º - “X-Men: O Confronto Final” (2006)
O filme estava fadado ao fracasso a partir do momento que Bryan Singer, diretor dos dois primeiros “X-Men”, abandonou a franquia para dirigir “Superman – O Retorno”. Quando Brett Ratner assumiu a direção, uma produção feita às pressas levou o filme a perder qualidade. 

11º - “X-Men Origens: Wolverine” (2009)
Hugh Jackman no papel de Wolverine é uma das atuações mais amadas de todos os tempos em papéis de super-herói. Mas isso não foi o suficiente para salvar este filme, que erra o tom da adaptação e reduz a história de sua adolescência a alguns poucos flashbacks.

10º - “X-Men: Apocalipse” (2016)
Se você vai colocar um supervilão absoluto no título de um filme, é bom tomar o cuidado de apresentar uma representação perfeita do tal. Não foi o que aconteceu quando se decidiu que o antagonista Apocalipse seria representado por Oscar Isaac coberto de maquiagem, sem muito sentido visual. 

9º -  “X-Men: Fênix Negra” (2019)
A decisão de reiniciar a trama a partir de “X-Men: O Confronto Final” não foi muito original e intensificou a sensação de irrelevância que cerca o filme. 

8º - “Wolverine: Imortal” (2013)
Hugh Jackman faz sua segunda melhor performance da história no papel do indestrutível Logan. A luta com o Samurai de Prata, no ato final, destoa do tom geral do filme, mas, sob a forma de um mutante capaz de prever o futuro, temos um vislumbre do que aguarda Wolverine em um filme posterior.

7º - “X-Men: Primeira Classe” (2011)
O início do reboot dos filmes X-men nos trouxe uma nova linha do tempo (os anos 1960) e novos atores nos papéis mais importantes. A dinâmica entre o Professor X (James McAvoy) e Magneto (Michael Fassbender) é tão intensa quanto sempre e Mística vira uma líder improvável graças à performance de Jennifer Lawrence.

6º - “Deadpool 2” (2018)
A sequência seguiu a mesma fórmula do primeiro filme: humor sujo e uma abundância de armas de fogo e espadas. 

5º -  “Deadpool” (2016)
O primeiro “Deadpool” figura entre os cinco melhores por ser o único filme “X-Men” feito depois de 2008. O filme é um misto implacável de comédia, violência, sexo e profanidade.

4º -  “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (2014)
Nesta aventura de tempos sombrios futuros, a fusão da franquia “X-Men” com os atores da trilogia original funcionou bem.

3º - “X-Men – O Filme” (2000)
O ano 2000 foi o big bang dos filmes de super-heróis inspirados em personagens de quadrinhos. A Marvel Studios talvez nem existisse se “X-Men – O Filme” não tivesse mostrado a Hollywood que os super-heróis eram uma tendência que valia a pena ser revisitada.

2º - “X-Men 2” (2003)
Com um elenco escolhido com perfeição, “X-Men 2” foi um verdadeiro esforço de equipe de super-heróis e é de longe o melhor filme da trilogia original.

1º - “Logan” (2017)
“Logan”, dirigido por James Mangold, foi um adeus emotivo e doloroso à performance de Hugh Jackman no papel do personagem legendário de quadrinhos. Depois de mais de um século de vida, Wolverine descobre, para tristeza geral, que mesmo a história dele um dia tem que chegar a seu amargo fim.

Tradução Clara Allain

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