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Cinema

Sophie Turner, a Sansa de 'GoT', deixa a desejar como Fênix Negra

Novo longa dos X-Men sofre de falta de grandiosidade

Ivan Finotti

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X-Men: Fênix Negra (Dark Phoenix)

  • Quando Estreia nesta quinta (6)
  • Classificação 12 anos
  • Elenco Sophie Turner, Jennifer Lawrence, James McAvoy, Michael Fassbender.
  • Produção EUA, 2019
  • Direção Simon Kinberg

Aviso: este texto tem spoilers.

A saga da Fênix Negra é uma das histórias mais queridas para os leitores de histórias em quadrinhos de super-herói. A transformação de uma garota telepata em uma mulher superpoderosa e, mais tarde, em uma entidade maligna, marcou uma geração de fãs e nunca foi esquecida pelos admiradores dos X-Men.

Mulher com rosto distorcido em cena do filme
Sophie Turner em 'X-Men: Fênix Negra' - Divulgação

Essa não é a primeira vez que a personagem aparece no cinema com um final não muito feliz. Atenção, não estamos falando que o final do filme é infeliz, mas ele inteiro, o que é bem pior. 

Na primeira trilogia de X-Men, entre 2000 e 2006, quando Jean Grey era interpretada pela holandesa Famke Janssen, o último filme girava justamente em torno da possessão da Garota Marvel pelo poder estelar da Fênix Negra. Foi considerado o pior filme da série.

A maldição continua presente. Neste quarto filme do novo arco, o grupo mutante segue na decadência iniciada em “Apocalipse” (2016), após os ótimos “Primeira Classe” (2011) e “Dias de um Futuro Esquecido” (2014).

Falta muita coisa a “Fênix Negra”, mas em uma palavra pode-se dizer que falta grandiosidade. Afinal, a transformação de Jean Grey é um evento cósmico. Nos quadrinhos escritos por Chris Claremont e desenhados por John Byrne entre 1976 e 1980 (e publicados aqui nos anos 1980 pela Abril), a tragédia também é cósmica.

Em certo momento, para aplacar sua fome, Fênix devora uma estrela inteira, sem se importar que havia um mundo com vida inteligente naquele sistema, aniquilando toda uma raça alienígena inteligente com 5 bilhões de indivíduos. Após isso, caçada por todo o universo, Jean Grey preferirá morrer a viver com a chance de cometer um genocídio de novo

Nada disso é visto na nova obra de Simon Kinberg, que não apenas dirigiu como também escreveu essa nova história. Vale dizer que esse é apenas o primeiro longa dirigido por Kinberg. Mas ele produziu e escreveu diversos outros títulos dos X-Men, incluindo aquele de 2006 que já girava em torno da Fênix Negra.

Nesse de agora, Jean (Sophie Turner) recebe seus poderes após um acidente no espaço. Ela pende cada vez para o lado do mal, inclusive saindo em busca de ajuda do vilão Magneto (Michael Fassbender).

É quando entra do nada um grupo de alienígenas transmorfos para tentar aliciá-la.

Há boas passagens no filme. Magneto, com seu poder de remodelar metais com o pensamento, é responsável por ótimas cenas. Noturno também se destaca neste que é o primeiro filme dos X-Men sem a participação de Wolverine.

Já o protagonismo de Sophie Turner, a ruiva Sansa de “Game of Thrones”, deixa a desejar.

Durante o filme todo, Fênix e Jean Grey brigam internamente para controlar o corpo da mutante. Mas Sophie Turner infelizmente não parece ter estofo para demonstrar isso no rosto, usando apenas o superpoder da interpretação.

Talvez por isso, sempre que a entidade maligna emerge, alguns cortes luminosos aparecem em sua face. “Ah, entendi, agora é a Fênix Negra que está no comando. Obrigado, senhor diretor...”

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