Descrição de chapéu Flip

Ainda dá tempo de se hospedar em Paraty para a Flip, apesar de alta procura

Para paulista que faz aluguel de sua casa em Paraty, evento literário é mais esperado do que o ano novo

São Paulo

Quem resolveu ir à Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, de última hora, ainda consegue achar onde dormir —embora as pousadas mais badaladas já estejam lotadas há semanas.

A ocupação dos alojamentos da cidade girava em torno de 85% quatro dias antes do início do evento literário, segundo o secretário municipal de Turismo, Edson Moura Ribeiro.

A essa altura, o centro histórico, onde fica o principal roteiro da festa, já foi tomado. Mas ainda há vagas em hostels (um quarto compartilhado com seis camas sai a R$ 150 para cada um num albergue bem localizado), AirBnB (quarto com duas camas no centro histórico a R$ 700, preço de quarta-feira; opções distantes mais em conta) e pousadas fora do burburinho.

A regra é clara: quanto mais em cima, mais caro fica, o que pode ser um problema em tempos de arrocho econômico. Mas não para a Flip, garante o secretário de Turismo.

“A situação econômica tem um impacto direto. As pessoas deixam de viajar, deixam de comer fora, afeta todo o meio turístico. Mas a Flip é, geralmente, o evento da cidade no qual a gente não consegue enxergar esse impacto”, diz Ribeiro. 

“As pessoas vêm de qualquer jeito. Procuram uma hospedagem mais barata, alimentação mais em conta. E tudo isso se acha aqui", acrescenta. 

“Dá para aproveitar para fazer um dinheiro”, diz o vendedor Walter Harms, que trabalha numa loja de arte indígena no centro histórico. Há um ano e oito meses em Paraty, o paulista escolheu para morar uma casa que pudesse, justamente, alugar em dia de festa. “Num evento desses, consigo às vezes pagar dois aluguéis”, diz.

Na casa, no bairro do Caboré, região mais nobre, cabem quatro pessoas. Ele geralmente cobra R$ 500 a diária, mas, como no último Bourbon, festival de jazz, não conseguiu alugar, resolveu baixar a R$ 399.

“Com o feriado em São Paulo, a cidade já está enchendo. A Flip é mais esperada que o ano novo”, resume.

Na Pousada do Sandi, as datas da Flip já estão reservadas há um mês, diz Teka Ribeiro, gerente de operações. Os pacotes mais simples saem a R$ 5.000, para duas pessoas, de quarta a domingo —com serviços como livros dos autores homenageados, happy hour e coquetel.

“Setenta por cento dos quartos fecham um ano antes, quando acaba a Flip”, diz ela. “No ano retrasado, com esse negócio de crise, foi mais difícil. Ano passado foi melhor. Agora está ótimo.”

Na Pousada do Ouro, mais cara (pacotes em média a R$ 9.000 por todas as noites), demorou mais. “O último quarto fechou semana passada. Mas o pessoal está mais animado nesse ano, se preparou antes. Sucesso”, diz Isabela Moreira, gerente do lugar.  

Espetáculo do Teatro Oficina, durante a abertura da Flip 2019, em Paraty - Eduardo Anizelli/ Folhapress
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