Descrição de chapéu Rock in Rio

Jessie J mostra pop autoajuda e vocal habilidoso no palco Sunset do Rock in Rio

Britânica foi a última a se apresentar no espaço neste domingo

Laura Lewer
Rio de Janeiro

Quando se apresentou no Rock in Rio pela primeira vez, em 2013, a britânica Jessie J ainda guardava na manga as cartas fresquinhas de “Price Tag” e “Domino”, dois sucessos que a alçaram ao posto de potencial revelação do pop mundial.

Seis anos depois, ela voltou ao Brasil rebaixada ao palco Sunset no domingo (29), com seu último grande hit “Bang Bang”, lançado em 2014, mas sem nenhuma pressão de alcançar o sucesso estrondoso que prometia vir há alguns anos, o que parece ter dado mais tranquilidade à sua apresentação.

Jessie J fecha a noite do palco Sunset no terceiro dia de Rock in Rio
Jessie J fecha a noite do palco Sunset no terceiro dia de Rock in Rio - Adriano Vizoni/Folhapress

Se em sua última passagem ela precisou incluir covers de sucessos dos anos 1980 como “I Don’t Wanna Miss a Thing” do Aerosmith para engordar o repertório, agora ela desfila apenas por músicas próprias, como "Masterpiece", "Dude" e "Burnin' Up".

Só "Queen", no entanto, vem do trabalho mais recente, “R.O.S.E” (2018), o primeiro em quatro anos.

Competente, a britânica entrega ao vivo o combo que inclui um vocal poderoso e versátil —um dos melhores do gênero—, seu flerte com o R&B e o soul, suas letras com um quê de autoajuda e um toque de música festa sim, porque ninguém é de ferro e é de música pop que estamos falando.

Ao longo da uma hora de show, ela fez uma dedicatória emocionada de "It's My Party" a seu amigo e segurança Dave, que morreu no começo deste ano, chamou a equipe para dançar no palco, falou sobre vulnerabilidade e pediu para os fãs não cobrirem os rostos com celulares.

"Who You Are", Flashlight" e "Brave" formaram o combo do pop gratidão, claramente o forte de Jessie e bem abraçado pelo público jovem.

Entre as músicas, ela pediu para os fãs puxarem o ar pelo nariz e soltarem pela boca, sentirem os pés tocando o chão, agradecerem pela vida e reconhecerem sua força. 

"Tudo bem não estar tudo bem, não fiquem sozinhos em sua tristeza, conversem com alguém para que possa ser ajudado", disse em um momento.

A trinca de hits de "Bang Bang", "Domino" e "Price Tag" fechou a apresentação e, mesmo antiga, cumpriu o efeito que toda música de sucesso tem. Depois de tanta autoajuda, o público só queria saber de dançar.  

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