Descrição de chapéu Rock in Rio

Karol Conka, com Gloria Groove e Linn da Quebrada, pede 'fogo nos racistas'

Em show de empoderamento no Rock in Rio, artistas pedem 'o fim do genocídio da população negra'

Amon Borges
Rio de Janeiro

Vestida com uma roupa vermelha e preta, que incluiu uma espécie de sobretudo com pedaços de camisas do time americano de basquete Chicago Bulls, Karol Conka fez o segundo show do palco Sunset, no Rock in Rio, em uma tarde nublada de sexta-feira (27).

“Muito obrigada por me aceitarem do jeito que sou", agradeceu a rapper paranaense, que entrou no palco pontualmente às 16h55 para uma hora de apresentação.

Karol Conka no palco Sunset, durante o primeiro dia do Rock in Rio
Karol Conka no palco Sunset, durante o primeiro dia do Rock in Rio - Adriano Vizoni/Folhapress

Ela ainda teve a companhia de duas artistas em ascensão: Gloria Groove e Linn da Quebrada.

“Quem tem mais atitude rock do que eu, Linn e Gloria?”, perguntou Karol após cantar “Lalá”. “A gente é foda”, completou ela.

O show teve o tom que Karol costuma pregar: temas como liberdade, empoderamento feminino, igualdade de gênero e combate ao preconceito, principalmente o racial.

Como versa a canção “Sandália”. “Ela só quer viver/ Ela sabe o que quer, vai até onde puder”.

Linn da Quebrada pediu “o fim do genocídio da população negra”. Karol entoou um “fogo nos racistas”.

A cor predominante das projeções e do figurino foi o vermelho, a favorita de Karol. “Vermelho é uma cor vibrante, dá vontade de sorrir, de ir pra batalha, de ir pro combate, é a cor da nossa força”, justifica a cantora no backstage após o show.

Gloria foi vestida de paquita e Linn também estava de rubro.

Ainda houve o lançamento da música “Alavancô”, gravada pelas três especialmente para o festival.

“Passe uma borracha na ignorância e puxe a alavanca do progresso” é a mensagem que Karol Conka disse querer passar com a música.

“Tem uma alfinetada naquelas pessoas que não entendem esse processo de libertação que a gente vive hoje”, já afirmou a artista que participa do festival pela segunda vez.

“É muito mais do que representatividade, que é importante. A gente consegue ser um motor e impulsionar outras ações”, diz Linn da Quebrada.

Para Gloria, essas acões tomam um vulto muito maior no Rock in Rio. “A amplitude que tem, como você consegue ser espelho para alguém que que você nem sabe quem é”, diz a drag queen.

Karol Conka e Gloria Groove em apresentação no Rock in Rio
Karol Conka e Gloria Groove em apresentação no Rock in Rio - Adriano Vizoni/Folhapress

As manifestações sobre o palco surgem em um dia em que o Sunset tem como atrações apenas artistas negros.

A carioca Lellê e a luso-brasileira abriram o palco, que ainda conta com Mano Brown com Bootsy Collins e Seal com Xenia França fechando o dia.

Substituição

A organização do festival anunciou que, por conta de problemas com a logística aérea, a dupla de DJs americanos The Martinez Brothers não se apresentará nesta madrugada. Previstos para às 2h deste sábado no palco New Dance Order, eles serão substitituídos pelo brasileiro Vintage Culture.

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